Quando um ERP fica indisponível, uma plataforma deixa de processar pedidos ou uma aplicação crítica perde conectividade, o impacto afeta receita, produtividade e confiança. Por isso, escolher onde hospedar seus servidores exige avaliar a infraestrutura física e a capacidade de operá-la durante falhas e manutenções.
Um data center confiável combina redundância de energia e climatização, conectividade com caminhos alternativos (carrier neutral) e procedimentos operacionais testados e validados por auditorias internas e externas. A propriedade da instalação pode favorecer o controle sobre investimentos e manutenção, mas não substitui evidências, certificações com escopo definido e um SLA adequado à operação.
Para empresas que já possuem servidores, o colocation permite manter o controle do hardware sem assumir toda a complexidade de operar uma instalação própria.
Como escolher um bom data center para colocation?
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Infraestrutura
O Annual Outage Analysis 2025, do Uptime Institute, informa que 54% dos respondentes à pesquisa anual de 2024 disseram que sua interrupção significativa, séria ou severa mais recente custou mais de US$ 100 mil. Um em cada cinco relatou custo superior a US$ 1 milhão. Esses valores são por incidente, não por hora, e não representam uma estimativa específica para empresas brasileiras.
O mesmo estudo aponta a energia como a causa mais comum das interrupções sérias e severas em data centers, além do crescimento dos problemas relacionados a TI e rede. A conclusão é que continuidade não depende de um equipamento isolado: exige revisar toda a cadeia que sustenta a aplicação.
Dica: antes de comparar propostas, identifique quais sistemas não podem parar, quais dependências compartilham e quais perdas uma interrupção provocaria. Use esse diagnóstico para definir os requisitos de disponibilidade e recuperação, em vez de escolher apenas pela quantidade de servidores ou pelo espaço em rack.
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Redundância
A redundância de um data center disponibiliza capacidade ou caminhos adicionais para reduzir o impacto da falha ou retirada de um componente. Isso envolve UPS, geradores, refrigeração, distribuição elétrica e conectividade.
O ponto decisivo é verificar se eles continuam sustentando a carga quando parte da infraestrutura fica indisponível.
Na energia, por exemplo, a HostDime descreve o uso de UPS para sustentar os equipamentos durante a transição da rede pública para os geradores. Na rede, equipamentos e caminhos alternativos precisam ser configurados para manter a comunicação diante de falhas.
Não é correto afirmar que qualquer redundância produz uma transição instantânea e sem impacto. O resultado depende da topologia, da detecção da falha, da configuração e da compatibilidade dos equipamentos atendidos. Deve ser demonstrado por testes compatíveis com os riscos da operação.
Dica: peça ao provedor/data center contratado que explique o que acontece quando um UPS, um circuito ou um equipamento de rede precisa ser retirado de serviço. Solicite evidências de testes e verifique a capacidade disponível durante a contingência.
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Nível de Tier e certificações
Segundo o Uptime Institute, os níveis Tier representam requisitos da infraestrutura, e não apenas uma lista de equipamentos ou um percentual de disponibilidade.
Para empresas que dependem da disponibilidade de sistemas críticos, o ideal é priorizar um data center Tier III ou Tier IV, conforme o risco e as necessidades da operação. O principal diferencial a partir do Tier III é permitir manutenções planejadas na infraestrutura sem interromper a operação de TI.
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Tier I - oferece a estrutura básica, mas exige paradas para manutenção e está sujeito a interrupções por falhas.
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Tier II - acrescenta componentes redundantes de energia e refrigeração, porém ainda requer paradas para determinadas manutenções e permanece vulnerável a falhas nos caminhos de distribuição.
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Tier III - oferece manutenção concorrente: componentes de capacidade e caminhos de distribuição podem ser retirados de forma planejada para manutenção ou substituição sem afetar a operação de TI. Isso reduz a necessidade de interrupções programadas, mas não elimina a exposição a falhas de equipamentos ou erros operacionais.
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Tier IV - acrescenta tolerância a falhas, permitindo que uma falha individual de equipamento ou a interrupção de um caminho de distribuição não comprometa a operação, dentro do escopo da infraestrutura avaliada.
Na escolha, avalie também o escopo da certificação: projeto, instalação construída e sustentabilidade operacional são verificações distintas. Solicite o certificado da unidade que hospedará seus equipamentos e confira exatamente o que foi avaliado. A classificação Tier não substitui a análise do SLA nem garante, isoladamente, a disponibilidade de toda a aplicação.
Há outra distinção importante: certificação do projeto, da instalação construída e da sustentabilidade operacional são avaliações diferentes. O Uptime Institute identifica esses escopos como TCDD, TCCF e TCOS, respectivamente. Uma certificação de projeto não deve ser apresentada como se comprovasse, por si só, todas as etapas seguintes.
Dica: solicite ao data center o certificado referente à unidade que hospedará seus equipamentos e confira nome da instalação, nível e escopo. “Projetado conforme diretrizes Tier” e “certificado pelo Uptime Institute” não são expressões equivalentes.
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Conectividade
Uma conexão de alta capacidade não resolve sozinha o risco de indisponibilidade. Para avaliar a rede, investigue caminhos alternativos, redundância de equipamentos e comportamento durante falhas.
O guia da GÉANT/CESNET recomenda redundância nas diferentes camadas da rede e conexões com elementos independentes. Também é destacada a necessidade de monitorar caminhos de reserva, não apenas aqueles em uso.
Transforme isso em perguntas objetivas para a avaliação do provedor ou data center escolhido:
- Há caminhos físicos alternativos para as conexões? Quais trechos compartilham infraestrutura?
- Os links dependem de um único roteador, firewall ou switch?
- Como o roteamento reage à perda de uma operadora ou equipamento?
- A capacidade restante suporta a demanda de produção durante uma contingência?
- Como a latência e a perda de pacotes são medidas até os usuários e as integrações relevantes para sua empresa?
Dica: solicite medições a partir das regiões em que estão suas filiais, clientes e parceiros. “Baixa latência” precisa estar associada a uma origem, um destino e condições de teste; não deve ser tratada como um número universal.
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Manutenção e operação contínua
Uma instalação preparada para manutenção concorrente permite intervenções planejadas sem desligar o ambiente de TI. Isso não significa que qualquer intervenção seja isenta de risco: procedimentos, capacidade remanescente e coordenação operacional continuam essenciais.
O Annual Outage Analysis 2025 destaca o descumprimento de procedimentos como uma causa relevante de incidentes relacionados a erro humano, reforçando a importância de treinamento e revisão de processos.
Na avaliação do provedor, solicite informações sobre:
- Energia: topologia elétrica, circuitos disponíveis no rack, testes de UPS e geradores, autonomia nas condições de carga previstas e plano de reabastecimento.
- Refrigeração: capacidade durante a retirada de equipamentos e monitoramento das condições térmicas.
- Manutenção: planejamento, aprovação, comunicação, execução e critérios de retorno à operação normal.
- Resposta a incidentes: cobertura da equipe, escalonamento e registro das ações executadas.
- SLA: serviços cobertos, período de apuração, exclusões e compensações.
Por que escolher o colocation da HostDime Brasil?
O colocation da HostDime Brasil é uma escolha recomendada para empresas de operação crítica que já possuam servidores e precisam manter o controle do hardware em uma infraestrutura de data center operada por especialistas.
Além da possibilidade de montagem personalizada de projetos com arquitetos, a HostDime conta com infraestrutura Tier III, energia redundante, climatização de precisão, segurança física e lógica 24/7 e opções de racks e cages. O ambiente também apresenta disponibilidade de 99,982% em contrato, além de remote hands e opções adicionais de backup e segurança.
O colocation não precisa atender sozinho a toda a arquitetura. A HostDime apresenta ainda servidores dedicados, cloud Server e data center virtual, além de soluções de backup e disaster recovery. A combinação deve acompanhar as necessidades de cada carga de trabalho.
Antes de decidir, fale com a equipe da HostDime Brasil. Construímos, junto com seu time, uma proposta que preserve o investimento em hardware e sustente o próximo ciclo de crescimento da operação.
Perguntas Frequentes
Encontre respostas para as dúvidas mais comuns sobre ambiente de colocation.
Não necessariamente. A propriedade da instalação não substitui redundância, manutenção, equipe preparada, testes e um acordo de nível de serviço compatível com a operação.
Sim. No colocation, você hospeda seus equipamentos na infraestrutura do provedor. Na oferta da HostDime, a gestão lógica dos sistemas e aplicações permanece, por padrão, com sua equipe; serviços adicionais devem ter escopo definido na contratação.
Oferecemos SLA de 99,982% de uptime para todos os nossos serviços. Em caso de indisponibilidade além do permitido, você recebe créditos proporcionais automaticamente em sua conta.