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EUA ou Brasil: Onde hospedar?

31 Mai 2011 • Leitura 5 min

Por mais experiente que você seja, muito provavelmente, a dúvida sobre onde hospedar, no Brasil ou nos EUA, já passou pela sua cabeça, não é mesmo? No artigo desta semana da série de Dicas para Revendedores, a HostDime mostrará quais são as principais vantagens em utilizar cada uma das possibilidades de hospedagem e abre espaço para a discussão: Brasil ou EUA, qual o melhor para hospedar o seu site?

O motivo da diferença

Não é segredo para ninguém que a tecnologia tem um avanço muito mais rápido nos países desenvolvidos, um exemplo foi o tempo de demora para os iPads 2 chegarem ao Brasil. A questão principal, de fato, não é o poder da tecnologia, mas sim o custo deste poder tecnológico. Enquanto nos Estados Unidos a compra de um servidor com alta capacidade dificilmente passa dos US$ 2 mil, aqui no Brasil, o mesmo servidor, da mesma fabricante passa de R$ 10.000,00.
Outro ponto de destaque é que as empresas de Telecom norte americanas possuem uma oferta maior de disponibilidade de link em seus backbones, ou seja, há abundância de oferta de conectividade, enquanto no Brasil o acesso a esses backbones é mais caro do que nos nossos vizinhos do norte.
Como nos EUA a disponibilidade das redes das operadoras de telefonia são gigantes, muitas fibras ópticas de backbones chegam às principais localidades e percorrer todo o país, enquanto no Brasil esta realidade ainda não é muito válida. A redundância por lá, por exemplo, segue os padrões tecnológicos de distância física entre os locais pelos quais as fibras ópticas passam.

Os fatores de influência

Saindo do campo econômico, vamos focar no sentido da discussão: A latência. Servidores hospedados em datacenters norte americanos têm um tempo de resposta maior do que servidores hospedados em infraestruturas brasileiras. O motivo é simples: A distância.
Em redes, obviamente, quanto maior a distância entre as localidades, maior será o percurso necessário para que o pacote de dados percorra os cabos de rede, as fibras ópticas, os switches e roteadores existentes no processo de comunicação. No caso de uma conexão entre o Brasil e os EUA, por exemplo, o pacote enviado segue o seguinte percurso:

  1. Sai do seu computador;
  2. Passa pelo roteador da sua casa;
  3. Chega no modem e é transferido para o gateway da região onde você reside;
  4. É recebido pelo gateway central do seu provedor e transferido para o backbone do destino;
  5. Entra no backbone de destino e caminha até o próximo backbone para conexão com a rota internacional;
  6. É recebido pela fibra internacional sub-aquática e percorre milhares de quilômetros pelo Oceano Atlântico até os EUA;
  7. Chega até o ISP de destino nos EUA (Global Crossing, por exemplo);
  8. Percorre os Gateways do ISP receptor;
  9. Entra no backbone receptor e percorre até o backbone do destino;
  10. Chega ao datacenter destino, é recebido pelo roteador de borda da rede, que se encarrega de transferir o pacote internamente;
  11. Transfere o dado para os roteadores e switches de rede;
  12. E, por fim, chega ao seu destino.

Aqui no Brasil o processo é semelhante, mas costuma ter entre 30~40% a menos de processos. A principal diferença. como dissemos, é a distância física entre o seu computador (e de seus clientes) até os servidores. Enquanto, no Brasil, as distâncias não passam de 3 ou 4 mil quilômetros, a distância entre as conexões internacionais pode quadruplicar (ou até mais) do que esse valor.

E então, o que o Brasil tem de bom?

O Brasil, além de ser a nossa terra amada, também tem as suas vantagens! O preço ultimamente tem caído bastante, o que tem tornado a hospedagem no Brasil um excelente negócio. A velocidade na transferência dos pacotes chega a ser entre 4 e 5 vezes menor do que quando comparada a datacenters nos Estados Unidos e mais de 10 vezes quando comparada à velocidade de envio e recebimento de pacotes de datacenters na Europa e Ásia.
Muitas novas tecnologias têm sido testadas em nosso território e os provedores de acesso, por mais que nem sempre estejam 100% para prestar um bom serviço aos consumidores, têm aumentado a oferta de serviços e hoje chegam a planos com 100mbps de conexão por um preço não muito astronômico.
Conexões com datacenters brasileiros têm um tempo de resposta médio entre 40 e 80ms (milissegundos), enquanto em comparação com destinos norte americanos o tempo para para entre 170 e 280ms, dependendo da distância do destino e da quantidade de locais pelo qual o pacote passa antes de chegar no servidor. Imagine que, num acesso comum em um servidor norte americano, o tempo de envio e recebimento de uma informação (um TCP/IP comum) é de 500ms em média, enquanto no Brasil, é de 120ms.
A vantagem de se ter um serviço hospedado no Brasil é que a conectividade entre os nossos backbones nacionais está focada em poucas operadoras, que se conversam entre si (tecnologicamente falando) e possibilitam um tráfego mais rápido das informações. Um outro ponto que requer atenção é a sobrecarga das fibras submarinas. São algumas fibras de alta capacidade responsáveis pela transferência de informações entre o Brasil e os EUA, o que pode ser um fator de risco, graças a maior capacidade de transferência de dados entre os usuários caseiros brasileiros e os famosos arquivos de torrent, normalmente hospedados em servidores europeus, mas que requerem conexões simultâneas – e correntes – nas fibras do Atlântico.
Recentemente algumas operadoras (comunicamos aqui no Blog) tiveram problemas com rotas internacionais.

Hoje, hospedar nos EUA ainda é vantajoso?

Depende. O que demonstrará pra você que é mais vantajoso é a demanda do seu cliente. Se falamos de serviços que requerem um tempo de resposta mais baixo, como VoIP, IPTV, Games Online, sistemas empresariais, e-commerces grandes e outras aplicações, hospedar no Brasil é um excelente negócio, afinal são soluções em que o tempo de resposta pode definir entre a venda/prestação ou não de um produto/serviço. Softwares cliente/servidor normalmente são hospedados em datacenters nacionais, pois a periodicidade das atualizações dos dados e informações é muito constante.
Agora, se a sua aplicação não tem como fator de influência o tempo de resposta, é possível hospedá-la em um datacenter norte americano sem sofrer diretamente ou até mesmo sem perceber nenhum tipo de diferença. O Google.com.br, por exemplo, hospeda as suas aplicações em servidores internacionais, justamente por serem aplicações leves e não sobrecarregarem os browsers de seus usuários.
Se grandes e-commerces, como Submarino, Extra.com, Americanas.com, etc. escolhessem hospedar suas páginas em servidores norte americanos, o tempo de carregamento que já é alto atualmente (cerca de 5 segundos para páginas em cache e 20 segundos para páginas sem chace) ficaria ainda maior, tudo por conta do tempo de conexão e transferência dos dados entre o Brasil e os EUA.

O fator banda de download: MITO

Muitas vezes você ouvirá (ou já ouviu) dizerem por aí que os servidores nos EUA nunca deixam você baixar no máximo de velocidade que a sua operadora permite, mas isto é MITO! O que influencia a quantidade e kilobytes ou megabytes que você baixará por segundo no seu computador não é a distância do datacenter de destino, mas sim a capacidade da banda do seu provedor (contratada por você) e a disponível para o servidor de destino lá no Datacenter.
Se o backbone que o seu provedor utiliza para a sua conexão tiver capacidade, se as fibras internacionais estiverem em pleno funcionamento e com pouco uso e o datacenter destino permitir, você baixará na máxima capacidade contratada com a sua operadora de telefonia. O que influencia negativamente na velocidade é quando há muitoas conexões e reconexões simultâneas, como o carregamento de portais com muitas informações, mas não um download em específico que requer apenas a conexão principal e verificações de tempos em tempos para ver se ainda está em atividade e transferindo informações.
Por isso, se você possui uma internet de 2mbps (megabits por segundo) e vai baixar algum arquivo, seja em um datacenter brasileiro, americano ou europeu, a velocidade poderá ser plena para a sua conexão, que neste caso seria de 256 kb/s (kilobytes por segundo). Para maiores informações sobre bits e byters, consultar esta página.

No caso da HostDime, a estrutura está em ambos os lugares

Falando em HostDime, nós temos soluções hospedadas em dois datacenters distintos, um no Brasil e outro nos Estados Unidos. A nossa vantagem é que ambas as estruturas de datacenter são próprias e totalmente gerenciadas por equipe própria, sem empresas ou funcionários terceirizados. Como temos o controle da tecnologia, qualquer tipo de manutenção ou modificação é feita de forma muito mais ágil.
Se você precisar de servidores nos Estados Unidos, podemos te atender, bem como se o seu cliente faz questão de uma aplicação acessível com um tempo de resposta menor, o nosso datacenter brasileiro é a melhor solução! Um detalhe importante: A rota de conexão entre a nossa estrutura internacional e as operadoras de telefonia brasileiras é independente da nossa infra brasileira, ou seja, em caso de indisponibilidade de link ou qualquer outro tipo de ocorrência, o datacenter não afetado permanece online e 100% acessível.

Conclusão

Enfim, não há uma regra específica para ser levada em consideração. O “X” da questão é perceber a demanda do seu cliente e equacionar a demanda para o datacenter que melhor vai atendê-lo. Tenha sempre em mente a seguinte premissa:

  • Se o seu cliente faz questão por preço, independente do tempo de resposta do servidor, escolha os planos hospedados em datacenters norte americanos. Agora, para os clientes que não fazem questão de investir um pouco mais (em média, entre 20 e 40% para planos compartilhados) a fim de terem um tempo de resposta melhor, os datacenters brasileiros devem ser vistos com bons olhos.

E você, quais outros pontos leva em consideração na escolha de um datacenter, quando comparado entre estrutura nacional e internacional?

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