Estudos apontam que Inteligência Artificial será o principal vetor de ataques e defesas no novo ano

Foi divulgado, no início de novembro, o estudo que antecipa os principais cenários de risco em cibersegurança para 2026. Baseado em análises de 37 especialistas do Google Cloud, o relatório Cybersecurity Forecast indica que 2026 será marcado pela adoção da inteligência artificial para a realização de ataques cibernéticos e defesa de ameaças virtuais.
Entre os principais destaques do documento está o uso massivo de IA por grupos criminosos e usuários em geral. Segundo o Google, a IA deixa de ser exceção e passa a ser padrão nos ataques, acelerando técnicas de engenharia social, criação de malwares, campanhas de ransomware e operações de espionagem digital.
Métodos como prompt injection e agentes autônomos maliciosos devem ganhar escala, colocando em risco ambientes corporativos que já utilizam modelos de IA em seus processos internos.
“As organizações precisam estar preparadas para ameaças e adversários que utilizam inteligência artificial.”
Jon Ramsey, VP & GM de Google Cloud Security
Outro ponto de alerta para o ambiente corporativo é o avanço dos ataques contra infraestruturas de virtualização. O estudo aponta que hipervisores e camadas de virtualização passaram a ser alvos estratégicos e permitem comprometer centenas de máquinas virtuais em poucas horas, burlando soluções tradicionais de endpoint detection and response (EDR) focadas apenas no sistema operacional convidado. Nesse caso, recomenda-se a adoção de ecossistemas híbridos em provedores certificados, como data centers edge.
Para empresas que dependem de ambientes virtualizados para aplicações sensíveis, bancos de dados e sistemas de missão crítica, a escolha de um provedor com controle total da infraestrutura física passa a ser uma estratégia essencial de cibersegurança para o próximo ano.
O data center da HostDime Brasil, por exemplo, foi projetado para tratar a virtualização como um pilar de segurança da infraestrutura, e não apenas como um recurso operacional. A operação ocorre em ambiente próprio e certificado, com controles rigorosos na camada de hipervisor, segmentação de rede e monitoramento contínuo que reduzem a superfície de ataque além do sistema operacional das máquinas virtuais.
Operar workloads críticos em um data center edge no Brasil garante maior visibilidade, governança e capacidade de resposta a incidentes. Esse modelo permite conter ameaças de forma mais rápida e coordenada, evitando o efeito cascata que pode comprometer centenas de VMs simultaneamente.
Ransomware e extorsão de dados seguem como a principal ameaça financeira global. Em 2025, mais de 2.300 vítimas foram listadas em sites de vazamento de dados em apenas um trimestre, o maior volume já registrado.
Para 2026, a tendência é de ataques mais rápidos, combinando engenharia social por voz (vishing), exploração de vulnerabilidades zero-day e coerção direta de executivos.
Há consequências até mesmo para o campo geopolítico. O estudo reforça que estratégias governamentais de países em conflitos, como espionagem, sabotagem digital, roubo financeiro e operações de influência, também se tornarão mais complexas com uso de ferramentas de IA. Empresas que operam cadeias globais ou setores regulados devem redobrar a atenção.
Entre as novas competências exigidas para equipes de TI estão o desenvolvimento de habilidades em análise de blockchain (rastreamento de transações e contratos inteligentes) para combater a nova onda de crimes na web.
Diante desse cenário, os especialistas recomendam a medidas de estratégias proativas, com múltiplas camadas de defesa, governança de IA, monitoramento contínuo e resposta rápida a incidentes. É exatamente nesse ponto que provedores de infraestrutura crítica e serviços de cibersegurança ganham papel central.
A HostDime atua com serviços de cibersegurança voltados a ambientes corporativos e missão crítica, combinando infraestrutura própria em data center certificado, monitoramento, backup e estratégias de defesa alinhadas às melhores práticas e certificações globais.
Em um cenário onde o tempo de resposta define o impacto do ataque, ter controle total da infraestrutura e especialistas dedicados deixa de ser diferencial e passa a ser necessidade.
O relatório completo do Google Cloud Cybersecurity Forecast 2026 indica que 2026 não será um ano para defesas reativas. Empresas que desejam crescer com segurança precisarão evoluir agora sua postura de proteção digital.
Sua infraestrutura está preparada para as ameaças de 2026?
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