Entenda a infraestrutura por trás dos data centers no Brasil e como os sistemas de refrigeração e redundância energética funcionam


Data centers certificados são conhecidos por manterem sistemas de aplicativos, sites, operações e empresas estáveis. Para isso, uma boa infraestrutura deve contar com sistemas de redundância de energia e sistemas de refrigeração eficazes.

Em infraestruturas de TI, o termo redundância significa que cada componente crítico deve ter, no mínimo, um substituto imediato pronto para assumir sua função sem que o usuário final perceba qualquer interrupção.

Já a refrigeração se refere ao processo de tirar o calor gerado pelos processadores e mandá-lo para fora do prédio, mantendo as máquinas em uma temperatura segura.

Para tomar decisões conscientes sobre onde hospedar sua operação, empresas que dependem de disponibilidade contínua precisam entender como essas técnicas funcionam.

Comece sabendo que uma boa arquitetura de sistemas de redundância e refrigeração garantem a integridade física e lógica dos seus dados em um data center.

Fique neste artigo e entenda:


O que é um sistema de redundância de energia e como funciona?

A redundância é a duplicação de componentes para garantir que um sistema não pare, mesmo se algo falhar.

Em um data center, isso significa que os caminhos de energia e conexão são sempre duplicados. Se um equipamento quebra, um cabo rompe ou a energia da rua acaba, existe outro componente pronto para assumir a carga imediatamente.

Isso se traduz no conceito de Dual Path (caminho duplo). De uma maneira muito simplista, é como se o seu servidor não estivesse ligado a apenas uma tomada, mas a dois circuitos completamente independentes.

Se um componente elétrico quebra em um dos caminhos, o outro já está operando com 100% da carga. Na prática, os sistemas de redundância de energia, refrigeração e conectividade funcionam assim:

  • Energia: o servidor é ligado a duas fontes independentes. Se o disjuntor de uma cai, a outra já está alimentando a máquina. Se a rede elétrica da cidade falha, os nobreaks seguram o sistema até os geradores ligarem.
  • Refrigeração: o data center possui mais máquinas de ar-condicionado do que o necessário. Se uma unidade precisa de manutenção ou quebra, as outras aumentam a potência para manter a temperatura estável.
  • Conectividade: os dados saem por cabos de fibras óticas de operadoras diferentes e caminhos físicos distintos.

Essa arquitetura exige:

  • UPS (Nobreaks): dispositivos de energia de emergência que fornecem energia contínua e estável a equipamentos eletrônicos quando a rede elétrica falha, cai ou oscila.

    Além de manterem o sistema ligado durante milissegundos críticos, eles filtram a energia, entregando uma onda senoidal pura que protege os equipamentos sensíveis contra variações de voltagem.

  • Grupo gerador: equipamento que converte energia mecânica (gerada pela queima de combustível como diesel ou gás) em energia elétrica.

    Estruturas de alto padrão no Brasil, como a HostDime, são dimensionadas para segurar a operação por dias sem depender da rede pública, com contratos de reabastecimento de combustível que garantem autonomia em cenários de crise.

No vocabulário dos data centers, "redundância" é uma palavra obrigatória. Isso se aplica ao fornecimento de energia de ponta a ponta, onde um data center robusto não depende de uma única fonte elétrica, nem de um único caminho para entregar essa energia aos servidores.

O modelo mais adotado pelos centros de dados de alta disponibilidade é o de caminhos elétricos espelhados. Nesse tipo de sistema, a infraestrutura opera com duas vias de alimentação paralelas e independentes. Se uma precisar de manutenção programada ou sofrer alguma falha, a outra assume instantaneamente a carga total, sem oscilação ou impacto para o cliente.

A esse arranjo se soma a tendência crescente de iniciativas de geração própria de energia renovável. Data centers com usinas solares próprias, como a HostDime Brasil, reduzem a dependência da rede elétrica convencional e diminuem custos operacionais de longo prazo no Brasil, que caminha para exigir o uso de energia limpa como condição para benefícios fiscais em zonas econômicas especiais.


Para que servem os sistemas de refrigeração e como mantêm data centers seguros?

Se a redundância elétrica é o coração de um data center, o sistema de refrigeração seria o seu pulmão.

Processadores modernos geram calor em quantidades impressionantes, e qualquer desvio da faixa de temperatura ideal (entre 18°C e 27°C, conforme padrões do American Society of Heating, Refrigerating and Air-Conditioning Engineers) pode causar desde estrangulamento térmico até falhas permanentes de hardware.

O desafio é que resfriar grandes volumes de ar é energeticamente caro e consome grande volume de recursos naturais. No entanto, data centers de alto nível conseguem atingir esse objetivo com sustentabilidade financeira e ambiental.

O modelo mais eficiente atualmente em uso combina chillers (resfriadores de água), tubulações blindadas e fancoils (unidades de troca de calor por convecção forçada) em um circuito fechado.

Nesse modelo, em vez de tentar resfriar todo o ar do ambiente de forma geral, a água gelada circula em circuito fechado até os pontos exatos onde o calor é gerado, absorve esse calor e retorna ao chiller para ser resfriada novamente. O resultado é precisão térmica com eficiência energética e alta economia de recursos hídricos.

Um sistema assim mantém a temperatura linear nos ambientes críticos e controla também a umidade relativa do ar, já que ar excessivamente seco gera riscos de descarga eletrostática e ar úmido demais favorece condensação e corrosão.


Qual data center no Brasil tem o melhor sistema de redundância e refrigeração?

Bons data centers contam com caminhos elétricos redundantes, presença de nobreaks com potência senoidal, geradores dimensionados para autonomia real, sistemas de refrigeração com controle inteligente e certificações que atestem esses atributos de forma independente, como o selo Tier III do Uptime Institute, a ISO 27001 e auditorias SOC.

O data center da HostDime Brasil se destaca nesse tópico, já que opera com caminhos elétricos A e B espelhados, nobreaks senoidais com autonomia de até 15 minutos e dois geradores com capacidade para 240 horas de operação independente – o equivalente a 10 dias inteiros sem fornecimento externo de energia.

A unidade da HostDime em João Pessoa (PB) é um exemplo prático de como essas camadas operam de forma integrada no mercado brasileiro. A estrutura foi projetada para exceder os padrões convencionais de segurança:

Componente

Especificação técnica

Autonomia de energia

Geradores com capacidade para 240 horas (10 dias) sem reabastecimento

Nobreaks

Sistemas senoidais com autonomia imediata de 15 minutos

Energia limpa

Usina solar própria (investimento de R$ 5,5 milhões)

Consumo hídrico

Sistema de refrigeração em circuito fechado (selo GoGreen), consumindo menos de 2 litros de água/mês

Redundância elétrica

Alimentação Dual Path (caminhos A e B) de ponta a ponta

 

A instalação ainda tem espaço físico projetado para dois geradores adicionais, o que demonstra planejamento de escala.

Pensando em sustentabilidade e geração de energia, a empresa investiu R$ 5,5 milhões em uma usina solar própria, que já abastece parte da operação com energia renovável.

Empresas que hospedam dados em infraestruturas com certificações ambientais e baixo consumo hídrico conseguem demonstrar isso em relatórios ESG, em processos de auditoria e em negociações com clientes e parceiros internacionais que exigem esse tipo de rastreabilidade.

No sistema de refrigeração, chillers redundantes instalados na cobertura enviam água gelada por tubulações blindadas até as salas críticas. O circuito fechado do sistema é tão eficiente que consome menos de 2 litros de água por mês, resultado do reaproveitamento contínuo do fluido refrigerante, o que rendeu ao sistema o selo ambiental GoGreen ao provedor.

A empresa também opera um data center em São Paulo e integra uma rede global presente em outros seis países. No cenário nordestino, vem se destacando pelos altos níveis de certificação, pelo alinhamento à LGPD e por uma postura de segurança que ultrapassa os padrões mínimos do mercado.


O que avaliar antes de escolher seu provedor?

  • Certificações: busque por Tier III (disponibilidade de 99,982%), ISO 27001 e conformidade com a LGPD.
  • Eficiência energética (PUE): verifique se o data center utiliza tecnologias modernas de refrigeração que reduzem o desperdício de energia.
  • Localização estratégica: a presença de infraestrutura robusta fora do eixo Rio-São Paulo, como no Nordeste, oferece latência reduzida e redundância geográfica para empresas nacionais.

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