Segundo dados registrados pela CrowdStrike, o ataque mais rápido de 2025 levou 27 segundos para se propagar entre os sistemas de uma empresa. Diante dessa nova realidade acelerada por ferramentas de IA, métodos tradicionais de defesa podem não ser mais suficientes.

Para entender este cenário, conversamos com o especialista em cibersegurança, Moroni Albuquerque, que detalhou os riscos trazidos pela popularização da Inteligência Artificial para o mundo corporativo e como os gestores podem fechar brechas que deixam o ambiente digital das empresas vulneráveis.


Como a inteligência artificial acelerou os ataques cibernéticos? 

Com a popularização da IA, o acesso a ferramentas maliciosas ficou muito maior, permitindo que uma quantidade superior de pessoas chegue e utilize essa tecnologia. Se antigamente as IAs realizavam tarefas relativamente simples, como a geração de textos, hoje o seu nível de capacidade está evoluindo de em escala.

  • Atualmente, grupos maliciosos e atacantes utilizam a IA para procurar vulnerabilidades e descobrir brechas em ambientes potencialmente expostos.

  • Os ataques ganharam maior escala e sofisticação, com criminosos investindo ativamente em hardware específico para rodar esses modelos avançados.

  • Como resultado dessa constante evolução, mais tipos de ataques e novas brechas estão surgindo, o que se torna um fator muito alarmante para as empresas.

Entretanto, o especialista lembra que esta é uma clássica "corrida de gato e rato". À medida que os invasores usam a tecnologia para achar vetores de ataque, as equipes de cibersegurança também estão empregando a IA para desenvolver, gerar e escalar rapidamente novos métodos de defesa.


Por que a IA melhorou a técnicas de engenharia social?

Embora a proteção da infraestrutura seja essencial, o ponto mais vulnerável das organizações ainda é o elemento humano. A maior parte dos incidentes envolve pessoas que, por falta de conscientização ou atenção, não seguem boas práticas ou lidam de maneira incorreta com informações, acessos e credenciais.

E é neste ponto que a IA entra como um ampliador de riscos:

  • A IA ajuda os criminosos fornecendo dicas e insights para aprimorar as táticas de engenharia social.

  • Esses insights são utilizados para que os invasores cheguem com mais facilidade a pessoas-chave dentro das organizações, com o objetivo de roubar credenciais e comprometer o ambiente para, por exemplo, instalar um ransomware.

  • O phishing permanece como um dos vetores principais nesses ataques. Através de um e-mail, telefone ou mensagem, o invasor se passa por um membro interno da empresa e convence a vítima desavisada a entregar sua senha.


O papel estratégico do SOC para a segurança de empresas

Como a maioria das organizações modernas lida com dados pessoais e informações sigilosas, o alvo primário dos invasores, contar apenas com um firewall de borda ou um antivírus nem sempre é eficaz. Essas soluções tradicionais bloqueam ações simples, como um ataque de força bruta, ou emite alertas pontuais sobre um malware específico nas máquinas.

A solução definitiva para proteger o ambiente é investir em visibilidade profunda através de um SOC (Security Operations Center).

  • O principal diferencial do SOC é o foco na análise comportamental proativa e constante realizada 24/7 por uma equipe de especialistas.
  • A equipe dedicada do SOC entende e mapeia o funcionamento normal do ambiente da sua empresa e observa com atenção tudo que fugir desse comportamento padrão.
  • Alertas são gerados para a equipe, garantindo detecção e mitigação rápida das ameaças.
  • Com o SOC, a empresa age no ambiente para cessar o ataque e eliminar a brecha antes que ela se transforme em um incidente caro.

O mercado ainda oferece modalidades diferentes de acordo com a estrutura da empresa. O SOC MDR (Managed Detection and Response), por exemplo, é ideal para empresas que não têm uma equipe robusta de TI, pois a solução centraliza os logs em uma ferramenta (SIEM) para visibilidade e também oferece uma equipe própria para fornecer a respostas imediatas e tomar as atitudes incisivas de defesa.


O perigo invisível e o tempo de resposta

Achar que o monitoramento do SOC é um medida que somente multinacionais devem tomar é um erro, já que, atualmente, qualquer negócio que possua presença, serviços e dados digitais, é um alvo em potencial.

A ausência de uma equipe de segurança dedicada acarreta na falta de visibilidade, o que pode resultar em falhas graves de vazamento e roubo de dados ou invasão de sistemas. Um relatório recente da IBM, revela que empresas do setor de saúde demoram em média 279 dias para descobrir que sofreram uma invasão.

  • Sem um SOC, o atacante pode passar um longo tempo escondido e infiltrado no sistema.

  • Durante meses, ele extrai livremente cartões de crédito, CPFs, e informações sigilosas de pacientes e médicos.

  • O desfecho pode envolver multas milionárias por descumprimento da LGPD (por não saber tratar o dado de forma segura) ou a paralisação completa das atividades da empresa pela perda de servidores para um ransomware.


Aposte em visibilidade

Para os CTOs e gestores de TI que buscam fechar as brechas de suas empresas imediatamente, a dica do especialista é clara: o primeiro passo é aumentar a visibilidade.

Antes de criar qualquer estratégia de defesa, é essencial enxergar o seu próprio ambiente e desenhar o baseline de como ele deve funcionar. Apenas com a visibilidade estabelecida é possível criar e aplicar com sucesso estratégias reais de detecção e de resposta a incidentes


Em um mercado onde criminosos utilizam Inteligência Artificial para burlar defesas tradicionais em questão de segundos, depender apenas de antivírus é um risco alto demais.

Com as soluções de SOC e SOC MDR da HostDime, sua empresa ganha monitoramento proativo 24/7, visibilidade total do ambiente e uma equipe de especialistas pronta para neutralizar ameaças antes que elas causem impactos financeiros ou reputacionais. Fale com um especialista e proteja seus ativos com estabilidade e segurança. 

 

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