Uma análise realizada pela IBM e pelo Ponemon Institute revelou que hospitais e instituições de saúde levam até 279 dias para identificar e conter um vazamento de dados, cinco semanas acima da média em comparação a outros segmentos.

Os danos financeiros também se destacam na pesquisa: o custo médio para o setor de saúde se recuperar de uma violação cibernética chegou a US$ 7,42 milhões em 2025, liderando o ranking global de gastos incidentes de cibersegurança pelo 12º ano consecutivo.

Dentro dessa quantia estão custos diretos e indiretos: detecção, contenção, notificações obrigatórias, multas regulatórias, resposta pós-incidente e perda de receita por interrupção operacional.

Em 2024, a média era de US$ 9,77 milhões. A queda de 24% mostra evolução, mas o dado continua sendo o mais alto entre todos os 17 setores analisados no estudo. A lentidão para identificar e conter incidentes segue como o principal fator que eleva esse custo.


O que é uma violação de dados no setor de saúde?

Uma violação de dados é qualquer evento em que registros contendo informações pessoais identificáveis (PII), dados de saúde ou informações financeiras ficam acessíveis a pessoas não autorizadas.

Isso pode acontecer por meio de um ataque externo, falha interna ou erro humano. No setor de saúde, esses registros incluem prontuários eletrônicos, dados de planos de saúde, histórico de procedimentos, CPF, dados bancários e informações de seguros dos pacientes.

O que torna o setor atrativo para invasores é a exclusividade de informações, que abre portas para diversas atividades fraudulentas. Com posse do histórico médico e das informações do paciente, os invasores conseguem, por exemplo, obter serviços de seguro de saúde de forma ilícita ou realizar a compra de medicamentos controlados que exigem prescrição médica.


Por que o setor de saúde demora tanto para identificar e conter vazamentos de dados?

Alguns fatores explicam essa defasagem:

  • Sistemas desatualizados e fragmentados: Hospitais e clínicas de médio porte frequentemente operam com sistemas de gestão hospitalar antigos, que não foram projetados com monitoramento de segurança em tempo real. Ter prontuários, faturamento, laboratório e farmácia em diferentes plataformas cria superfícies de ataque difíceis de monitorar de forma centralizada.
  • Baixa maturidade em detecção automatizada: Organizações que fazem uso estratégico de IA e automação em segurança reduzem o tempo de identificação e contenção em até 80 dias.
  • Falta de equipes dedicadas a operações de segurança: Muitas instituições de saúde no Brasil não contam com um monitoramento proativo, ou seja, não possuem NOC (Network Operations Center) ou SOC (Security Operations Center) próprio. O resultado disso é só saber que algo está errado quando algum sistema para de funcionar.

saúde dados

Além do custo financeiro direto, não contar com boas práticas de cibersegurança e detecção avançada pode impactar:

  • A relação da instituição com seus pacientes e parceiros comerciais;
  • Acarretar multas e processos administrativos;
  • Indisponibilidade de prontuários durante atendimentos, falhas em sistemas de prescrição e atrasos em procedimentos agendados.

Como hospitais e clínicas podem saber se foram atacados de forma rápida?

Empreendimentos de saúde devem contar com vigilância operacional proativa, uma vez que lidam com dados sensíveis. Aqui vão algumas dicas para alcançar um ambiente mais seguro para dados:

  • Ter backup externo e isolado: Incidentes de ransomware (que representaram custos médios de US$5,08 milhões em 2025 para diversos setores) dependem da ausência de um backup confiável e em um local distinto para ter poder de extorsão. Quem tem um único ponto de backup, na prática, não tem nenhum.

  • Contar com uma equipe de detecção de anomalias (SOC): Ambientes que operam com SOC 24/7 e ferramentas de análise comportamental identificam desvios antes que eles se tornem incidentes.

Muitas empresas não conseguem manter uma equipe de plantão internamente para detecção de ameaças, por isso, a terceirização é a estratégia mais adotada por instituições que precisam de um parceiro especializado para realizar o monitoramento e a proteção dos seus ativos.

A HostDime Brasil é fornecedora de SOC/MDR para empresas de diversos tamanhos com supervisão 24/7, stack baseada em SIEM/XDR, SOAR, Threat Intelligence e DFIR e com as principais certificações de compliance para o mercado de TI.

  • Definir controle de acesso por privilégio mínimo e segmentar redes: Redes não segmentadas permitem que um invasor se mova lateralmente por mais tempo sem ser detectado.

  • Testar o plano de resposta a incidentes: organizações com planos de resposta a incidentes ativos e testados reduzem significativamente os custos de uma violação. Ter e exercitar um plano de disaster recovery é essencial.

Onde hospitais e clínicas podem armazenar sistemas e dados?

Empreendimentos de saúde que precisam de hospedagem segura e em conformidade com a LGPD encontram na HostDime Brasil um ambiente voltado ao armazenamento de dados críticos.

Com garantia de alta disponibilidade (uptime 99,98%) e arquitetura Tier III, o ambiente da HostDime possui redundância em energia e conectividade, monitoramento proativo, SOC próprio e certificações como ISO 27001 e ISO 22301, fatores que reduzem as janelas de vulnerabilidade.

Para ambientes que exigem proteção adicional contra ransomware e indisponibilidade de dados, os serviços de cibersegurança e backup da HostDime foram desenhados para complementar a arquitetura de TI com proteção contra ransomware e recuperação verificada.

Instituições que precisam de uma solução que reúne hospedagem, backup e suporte técnico local em português para gestão de infraestrutura de TI podem ainda conhecer os planos de servidores dedicados e Data Center Virtual (DCV) disponíveis para o setor de saúde.

 


O que perguntar ao avaliar um provedor de infraestrutura para saúde:

Antes de definir onde hospedar sistemas críticos de uma instituição de saúde, algumas perguntas delimitam a análise:

  • O ambiente possui ISO 27001 e ISO 22301 válidas e auditadas?
  • O data center é próprio ou operado em infraestrutura terceirizada?
  • O monitoramento funciona 24 horas por dia, com equipe técnica local?
  • Há redundância real em energia, conectividade e climatização?
  • Como funciona o plano de resposta a incidentes do provedor?
  • O suporte técnico é prestado em português, com tempo de resposta contratual?
  • O ambiente atende aos requisitos da LGPD para ativos digitais?

As respostas ajudam a comparar provedores e a identificar quais provedores realmente sustentam workloads críticos com estabilidade.


Quais soluções de cibersegurança no Brasil são focadas no setor de saúde?

Entre as soluções mais utilizadas para hospitais, clínicas e laboratórios estão os serviços de Disaster Recovery (DR) e Security Operations Center (SOC), que atuam em momentos diferentes da proteção do ecossistema.

O Disaster Recovery é responsável por garantir a continuidade operacional após falhas, ataques cibernéticos ou indisponibilidade dos sistemas. Em ambientes de saúde, onde o acesso a prontuários, sistemas de prescrição e plataformas de atendimento não pode ser interrompido por longos períodos, um plano de DR eficiente deve estabelecer objetivos claros de recuperação (RTO e RPO), prever testes periódicos de restauração e manter cópias de segurança isoladas do ambiente principal.

Já o SOC atua de forma preventiva com a função de monitorar o ambiente 24 horas por dia para identificar comportamentos suspeitos, tentativas de invasão, movimentações anormais de usuários e outros indicadores de comprometimento antes que eles evoluam para incidentes de grande impacto.

Nesse cenário, a HostDime Brasil oferece serviços de backup, SOC e disaster recovery com armazenamento em infraestrutura própria certificada, monitoramento contínuo e suporte técnico local para acompanhar tanto a configuração inicial quanto testes periódicos de restauração.

Sua instituição conseguiria identificar uma invasão antes que ela afetasse as operações?

Cibersegurança na saúde

Perguntas Frequentes

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Segundo o estudo da IBM e do Ponemon Institute, o custo médio de uma violação de dados no setor de saúde chegou a US$ 7,42 milhões em 2025. Esse valor inclui despesas com investigação, contenção, recuperação de sistemas, notificações obrigatórias, multas regulatórias e impactos na operação.



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