Descubra se o colocation server é a melhor opção para sua infraestrutura de TI em 2026. Entenda como funciona, benefícios, custos e quando migrar.

Os departamentos de TI andam cada vez mais sobrecarregados com demandas intermináveis advindas da pressão do mercado. Nesse cenário, os CTOs vivem um dilema: investir na construção e manutenção de seu próprio centro de dados no modelo on-premise ou confiar em um data center externo?
Quando o espaço físico e os recursos internos não conseguem suprir as necessidades dos negócios, é hora de buscar novas soluções de gerenciamento de dados, como o serviço de colocation server.
Neste post, vamos explorar detalhadamente o que é o colocation server, como ele funciona e, o mais importante, por que ele pode ser a espinha dorsal de crescimento do seu negócio.
O que é colocation server?
Colocation server, ou simplesmente "colocation", é o serviço onde uma empresa aluga um espaço físico em um data center profissional para hospedar seus próprios servidores e equipamentos de hardware.
É a solução ideal para quem já investiu em equipamentos e ativos, mas precisa de um ambiente profissional, seguro e previsível para operar, garantindo alta disponibilidade em qualquer situação.
Funciona como um "condomínio de servidores". A empresa é dona dos equipamentos e mantém o controle operacional sobre eles, como aplicações e configurações, mas usufrui do ambiente e segurança fornecidas pela estrutura de um data center.
Toda a integridade física do hardware fica sob a responsabilidade do data center ou provedor escolhido para abrigar o parque tecnológico.
Por que escolher colocation server?
A adoção de um colocation server traz uma série de benefícios que impactam diretamente a segurança, desempenho e até as finanças de uma empresa.
1. Segurança e ambiente controlado
O maior custo e desafio de manter um data center próprio (on-premise) é garantir a segurança física e ambiental dos equipamentos e dados. Um provedor de colocation server resolve essa preocupação já que investiu milhões em segurança física, controle climático, prevenção de incêndios e monitoramento.
Esses ambientes contam com câmeras de vigilância 24/7, controle de acesso biométrico e vigilância humana, sistemas de prevenção de incêndio, além de sistemas de refrigeração, essenciais para manter seus servidores na temperatura ideal e evitar superaquecimento.
Contratar a infraestrutura crítica de um colocation significa prezar pela continuidade de operações mesmo diante de falhas externas como falta de energia, conexão e acontecimentos de fenômenos naturais intensos.
“Nossa autonomia de contingência é capaz de suportar quase duas semanas sem energia da rede pública e sem necessidade de reabastecimento, tempo superior ao exigido pela certificação, que é de 72h”, afirma João Junior, CRO da HostDime.
2. Redundância e disponibilidade
Redundância é a estratégia de duplicação de componentes críticos (energia, refrigeração, rede, servidores, dados) para eliminar pontos únicos de falha e garantir a continuidade dos serviços e alta disponibilidade, mesmo em caso de falha de um equipamento ou interrupção inesperada.
A interrupção de serviço (downtime) custa dinheiro. Soluções de colocation server são construídas para evitar falhas com:
- Energia redundante: sistemas UPS (No-Break) e geradores a diesel de alta capacidade garantem que seus servidores permaneçam ligados mesmo em apagões prolongados.
- Conexões de rede redundantes: múltiplos provedores de internet (multi-homing) e rotas de fibra garantem conectividade de alta velocidade e baixa latência.
3. Redução de custos
Evitar o custo de construir e manter uma infraestrutura própria é um atrativo financeiro. De início, o investimento pode parecer alto, mas a economia é palpável ainda em médio prazo.
Em 2025, o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) alcançou uma economia notável de R$ 3 milhões por ano ao migrar sua operação de infraestrutura para o data center da HostDime.
Compare os custos estrategicamente:
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Custo do data center próprio |
Benefício do colocation server |
|---|---|
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Investimento massivo inicial (CAPEX) |
Pagamento mensal previsível (OPEX) |
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Contas de energia elevadas |
Custo de energia diluído e eficiente |
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Contratação de técnicos especializados |
Suporte de infraestrutura 24/7 do provedor |
4. Propriedade e controle total
Apesar do isolamento e controle de acesso reforçado garantido pelo data center, no modelo de colocation você mantém a propriedade e o controle sobre seus ativos.
O modelo colocation permite que o data center assuma as responsabilidades de segurança física, acessos, monitoramento, energia redundante e continuidade, no entanto o cliente continua com o poder total sobre o sistema operacional, aplicações, permissões e rotinas internas e lógica de negócios.
O custo de ignorar a opção do colocation
Empresas que insistem em manter toda sua infraestrutura de TI “dentro de casa” podem achar inicialmente que estão poupando dinheiro.
No entanto, essa ilusão só dura até falhas e perda de dados que se transformam em prejuízos significativos.
Estudos apontam que a migração para modelos de nuvem pode diminuir em até 51% custos com operações em relação a ambientes on-premise tradicionais.
Com o colocation, a empresa hospeda seu próprio hardware em um data center certificado para garantir proteção e disponibilidade da infraestrutura diante de qualquer cenário.
É como um hotel de segurança máxima para infraestruturas físicas que permite ao data center assumir as responsabilidades de segurança física, monitoramento, energia redundante e continuidade, garantindo que tudo continue funcionando mesmo em situações de falhas externas.
Além da segurança, um dos maiores ofensores financeiros do modelo on-premise está na renovação de garantia e contratos de suporte dos equipamentos.
Após o período inicial de garantia, manter servidores, storages e equipamentos de rede cobertos por suporte oficial pode custar valores próximos ao preço de aquisição de um novo equipamento. Em muitos casos, a renovação anual de garantia ultrapassa 50% do valor de compra original, sem que o hardware entregue ganhos reais de desempenho ou eficiência.
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Na prática, a empresa passa a investir alto para prolongar a vida útil de ativos já defasados, assumindo riscos operacionais maiores, SLAs menos agressivos e dependência de peças cada vez mais escassas no mercado.
Esse cenário cria um ciclo pouco eficiente de altos custos para manter equipamentos antigos funcionando, enquanto o custo total de propriedade (TCO) continua crescendo.
Ao migrar para um ambiente de colocation server, a empresa mantém a propriedade do hardware, mas elimina os custos estruturais do data center próprio.
Contrate a solução de colocation e planeje a renovação de equipamentos de forma estratégica, alinhada ao ciclo de vida real da infraestrutura e ao orçamento do negócio, sem a pressão de sustentar um ambiente físico complexo e caro internamente.
Qual a diferença entre colocation, hosting e cloud?
É comum haver confusão entre estes termos, mas cada serviço atende a diferentes modelos de negócio. Embora todos envolvam hospedagem de infraestrutura, o nível de propriedade e gerenciamento é o que diferencia essas soluções:
- Cloud computing (nuvem): aluguel de recursos (máquinas virtuais, armazenamento, software) sob demanda. Você paga pelo uso e não se preocupa com o hardware subjacente.
- Servidor dedicado (hosting): Aluguel de um servidor inteiro do provedor para um só negócio. O provedor é dono e gerencia o hardware. Você gerencia o sistema operacional e as aplicações.
- Colocation server: o servidor ou hardware é seu e você precisa de um local para alocá-lo em segurança e total conformidade com normas de compliance. Você mantém controle sobre hardware, sistema operacional e aplicações, enquanto o data center assume integralmente o ambiente físico e a infraestrutura crítica.
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Modelo |
Hardware |
Controle |
Escalabilidade |
Custo |
|
On-premise |
Próprio |
Total |
Baixa |
Alto |
|
Colocation |
Próprio |
Alto |
Média |
Médio |
|
Cloud |
Provedor |
Médio |
Alta |
Variável |
Como implementar seu projeto de colocation?
Migrar para um serviço de colocation server é um processo que exige planejamento. Aqui estão as etapas principais:
- Avaliação da infraestrutura: é necessário determinar o espaço necessário (rack unit - RU), o consumo de energia, largura de banda (Mbps) e a quantidade de endereços públicos que seus servidores precisam (IPv4 ou IPv6).
- Escolha do provedor: o próximo passo é selecionar um data center que ofereça certificações de segurança superior a Tier III, SLA de alta disponibilidade e localização estratégica.
- Logística e instalação: o transporte seguro dos seus equipamentos deve ser pensado por profissionais.
- Teste e monitoramento: após a instalação, realize testes de carga e monitoramento contínuo para garantir que o desempenho atenda às suas expectativas.

Para dar início a essa transição, o data center da HostDime, que leva o título de mais certificado da América Latina e é classificado como Tier III, pode te ajudar. Com SLA de 99% de disponibilidade, garantimos operação ininterrupta e segura.
Com dois ambientes certificados no Brasil e operação em outros cinco países, as localizações foram estrategicamente planejadas com diferenciais que elevam ainda mais a confiabilidade da operação. Confira:
- Múltiplos caminhos de distribuição redundantes servindo todos os ativos de TI;
- Localização estratégica em João Pessoa (PB), São Paulo e em outros cinco países;
- Equipamentos dual-alimentados, compatíveis com a arquitetura de redundância;
- Garantia de disponibilidade mínima de 99,982%, conforme os critérios da Uptime Institute;
- Redundância completa dos sistemas elétricos e de TI, possibilitando manutenção concorrente sem impacto nos serviços;
- Autonomia energética de até 240 horas, superando os requisitos do próprio Tier III (que exige 72 horas);
- Projeto de infraestrutura alinhado à missão crítica dos nossos clientes, garantindo que o investimento produza resultados operacionais concretos.
Colocation server é a melhor opção em 2026 para empresas que já possuem hardware próprio, exigem controle total e precisam operar em ambiente seguro, redundante e certificado, sem assumir os riscos físicos de um data center próprio.
Hospede seus servidores em racks e cages dedicados no Data Center TIER III da HostDime, com energia redundante, segurança física 24x7 e conectividade de alta performance.
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Perguntas Frequentes Colocation
Encontre respostas para as dúvidas mais comuns sobre a solução de colocation server.
Colocation server é um serviço em que a empresa hospeda seus próprios servidores dentro de um data center profissional. O hardware continua sendo do cliente, enquanto o data center fornece energia redundante, refrigeração, segurança física, conectividade e ambiente certificado para operação contínua.
Em muitos cenários, sim. O colocation elimina os riscos físicos e estruturais do on-premise, como falhas de energia, climatização inadequada e ausência de redundância, mantendo o controle total sobre os servidores e aplicações.
A segurança também é um fator decisório para essa afirmação. As medidas de proteção física incluem guardas, vigilância 24h, controles de acesso biométricos e prevenção eficaz contra incêndios e outros tipos de desastres.
Depende do objetivo. Colocation é indicado para empresas que já possuem hardware próprio e precisam de controle total. Cloud ou data center virtual é mais indicado para quem não quer investir em servidores físicos e precisa de elasticidade sob demanda.
No colocation, o servidor é do cliente e fica hospedado no data center. No servidor dedicado, o hardware pertence ao provedor (data center) e é alugado para uso exclusivo do cliente.
A segurança é compartilhada. O data center é responsável pela segurança física, energia, refrigeração e acesso ao ambiente. O cliente é responsável pela segurança lógica, sistema operacional, aplicações, dados e permissões.
Sim. Data centers profissionais operam com controle de acesso biométrico, vigilância 24x7, redundância elétrica, climatização industrial e sistemas avançados de prevenção a incêndio, oferecendo um nível de segurança superior ao de estruturas on-premise tradicionais.
O custo varia conforme espaço em rack (RU), consumo de energia, largura de banda e serviços adicionais. O modelo é previsível, com cobrança mensal (OPEX), sem necessidade de investimento inicial em infraestrutura física.
Sim, especialmente para empresas que já possuem servidores e não conseguem manter um ambiente físico seguro, redundante e com alta disponibilidade internamente.
Sim. É possível adicionar mais racks, cages, energia e conectividade conforme o crescimento da operação, sem necessidade de reconstruir infraestrutura física.
Sim, desde que o data center possua certificações como Tier III, ISO 27001, ISO 27701, entre outras. O cliente continua responsável pelas políticas internas e governança dos dados.
A migração envolve avaliação da infraestrutura, planejamento de energia e espaço, transporte seguro dos equipamentos, instalação no data center e testes de conectividade e desempenho antes da entrada em produção.
Sim. Ambientes de colocation são projetados com redundância de energia, rede e refrigeração, garantindo alta disponibilidade e continuidade operacional mesmo em cenários de falhas externas.
Sim. Muitas empresas utilizam colocation para hospedar bancos de dados sensíveis, garantindo controle total, baixa latência e ambiente físico altamente seguro.
Em geral, sim. O colocation tende a ser mais econômico do que manter um data center próprio ao longo do tempo, especialmente quando se considera o custo total de propriedade (TCO).
No modelo on-premise, a empresa assume gastos elevados com energia, climatização, segurança física, redundância, equipe especializada e, principalmente, a renovação de garantia dos equipamentos, que pode chegar a valores próximos ao preço de aquisição de um novo servidor.
Na prática, o colocation é uma das soluções mais eficientes financeiramente, uma vez que reduz riscos operacionais, custos ocultos e a necessidade de grandes investimentos recorrentes em infraestrutura física.