Um guia essencial para garantir a continuidade dos negócios e a proteção de dados contra interrupções críticas.


disaster recovery dr
Quando o inesperado acontece, sua empresa consegue voltar a operar rapidamente
sem danos significativos? Em ecossistemas de TI maduros, essa premissa é ponto central da estratégia para escalar com segurança.

Por esse motivo, o Disaster Recovery (DR) é necessário para a continuidade de operações em caso de imprevistos e desastres: sejam eles por causas naturais, falhas humanas ou ataques intencionais que fazem parte da realidade de qualquer ambiente corporativo.

Neste artigo você vai entender o que é Disaster Recovery, como ele funciona na prática, suas diferenças em relação ao backup, os principais benefícios, métricas essenciais como RTO e RPO e por que empresas que levam continuidade a sério investem em DR.


O que é Disaster Recovery?

Disaster Recovery (DR) é o conjunto de políticas e tecnologias que permitem restabelecer sistemas de TI rapidamente após falhas graves ou eventos catastróficos.

O objetivo é garantir que aplicações e serviços críticos continuem operando mesmo quando o ambiente principal se torna indisponível.

Como funciona o Disaster Recovery? - Na prática, o DR transfere a operação de um ambiente comprometido para uma infraestrutura secundária segura, preparada previamente para assumir a carga de trabalho caso a primeira falhe. Dependendo da estratégia adotada, essa transição pode ocorrer em minutos ou poucas horas.

A base técnica do Disaster Recovery é a prevenção: uma organização equipada com um bom plano de DR conta com monitoramento proativo e com a replicação contínua de seus dados e aplicações para esse segundo ambiente, antes do problema acontecer.

Esse conjunto de ações reduz o tempo de inatividade e minimiza perdas. Segundo a ITIC (2024), 90% das médias e grandes empresas perdem mais de US$ 300 mil por hora de inatividade, o que transforma paradas não programadas em um risco direto ao negócio.


O que o Disaster Recovery faz?

Quando um incidente crítico acontece, o plano de Disaster Recovery é ativado para subir o ambiente de contingência sob demanda, a partir de réplicas previamente preparadas. Nesse modelo, as máquinas virtuais (VMs) são iniciadas apenas quando o ambiente principal fica indisponível. Dessa maneira, os serviços voltam a funcionar rapidamente sem afetar os usuários finais.

Resumidamente, o mecanismo de DR:

  • Replica dados de maneira preventiva para garantir a integridade das informações críticas;
  • Em caso de falhas, um local secundário seguro assume a carga de trabalho durante as falhas;
  • Como resultado, minimiza o impacto de desastres naturais ou ataques ao diminuir expressivamente a perda de dados e tempo fora do ar.

Incêndios, desastres ambientais, ameaças cibernéticas e falhas humanas ou nos equipamentos são alguns dos riscos que precisam ser analisados previamente no seu plano de recuperação de desastres.


É importante pontuar que a ação do Disaster Recovery é diferente da ação de um site backup. Enquanto uma solução de site backup há replicação contínua do ambiente com recursos dedicados, o DR prioriza flexibilidade e eficiência, ativando o ambiente somente quando necessário.

Isso significa que essa prática mantém a continuidade do negócio, sem exigir que toda a infraestrutura de contingência fique permanentemente em operação. O resultado é mais economia para corporações.


A construção de um ambiente resiliente costuma ser construído em camadas. A primeira delas é a alta disponibilidade local (HA), normalmente baseada em clusters de virtualização, como Hyper-V, VMware ou KVM.

Nesse modelo, múltiplos servidores físicos compartilham a carga de trabalho. Se um deles falhar, as máquinas virtuais são automaticamente redistribuídas entre os nós restantes, mantendo os serviços ativos.

Esse tipo de arquitetura resolve falhas pontuais de hardware e são muito importantes, no entanto, de maneira isolada, não protege contra eventos mais graves porque não é arquitetada para desastres, como a indisponibilidade total do ambiente, falhas de storage, problemas elétricos amplos, desastres naturais ou ataques cibernéticos.

É nesse ponto que entra o Disaster Recovery. O ambiente secundário é preparado previamente para receber réplicas do ambiente de produção, costuma contar com servidores dedicados e deve estar fisicamente isolado do ambiente principal.

Mesmo quando localizado no mesmo data center, boas práticas exigem racks distintos, fontes de energia independentes e storages separados, reduzindo o risco de falhas simultâneas.

Ferramentas especializadas de backup e replicação fazem a orquestração desse processo. As máquinas virtuais são replicadas periodicamente e permanecem no ambiente secundário, prontas para serem acionadas quando necessário.

Importante - antes que o Disaster Recovery seja ativado pela empresa, ele já estava em andamento para manter a continuidade das operações. Confira:

Processo diário: a ferramenta realiza o backup de acordo com a frequência desejada (pode ser a cada hora, diariamente, semanalmente, entre outros) e, ao finalizar, replica esse backup para dentro do servidor apartado.

Estado de espera: As máquinas virtuais replicadas ficam desligadas no servidor de DR, prontas para serem acionadas quando necessário.

Ativação do plano (failover): aqui é o momento em que o plano é acionado em casos críticos, como a queda dos servidores principais ou um ataque cibernético que comprometa a operação.

Execução: após a confirmação do cliente sobre a necessidade de ativar o DR, o técnico localiza a máquina virtual necessária e dá o comando de "start".

Continuidade imediata: a máquina liga no ambiente secundário assumindo o mesmo endereço IP da produção, permitindo que o sistema volte a funcionar como se nada tivesse acontecido.


Por que o Disaster Recovery faz diferença?

O tempo de inatividade é um risco de instabilidade e até mesmo falência. Segundo o relatório State of Resilience 2025, organizações sofrem, em média, 86 interrupções por ano. Essas interrupções são chamadas de downtime e causam expressivos danos financeiros e de reputação.

O custo médio do downtime chega a US$ 9.000 por minuto em grandes organizações. Além do prejuízo monetário direto, paradas não programadas refletem na quebra de contratos e na queda de confiança dos clientes e stakeholders.

Quanto maior a dependência digital da operação, maior o impacto de cada minuto fora do ar. Por isso, o Disaster Recovery é uma estratégia de continuidade de negócios alinhada à infraestrutura de TI.

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Como diminuir paradas não programadas?

Reduzir paradas não programadas depende de um plano operacional e estratégico de prevenção. Algumas práticas são fundamentais:

  1. Replicação contínua de dados e aplicações: para garantir que o ambiente secundário esteja sempre atualizado.
  2. Definição clara de métricas como RTO e RPO: alinhadas à criticidade de cada sistema.
  3. Monitoramento proativo: estratégia de vigilância contínua de sistemas para antecipar e prevenir falhas, coletando dados e identificando tendências ou anomalias antes que causem impactos.

Essas métricas orientam decisões técnicas e financeiras que ajudam a equilibrar custo e resiliência. Sem testes regulares, o Disaster Recovery existe apenas no papel.

Apesar de essencial, montar uma operação interna de monitoramento e ações de recuperação exige um investimento altíssimo, sendo necessário custear espaço físico, hardware e, principalmente, a contratação de profissionais qualificados para cobrir escalas completas.


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Métricas de RPO e RTO: por que importam?

Para que um plano de DR seja eficiente, é fundamental dominar dois conceitos e os metrificar de acordo com a necessidade do negócio: RTO e RPO.

O RTO (Recovery Time Objective) define o tempo máximo aceitável de indisponibilidade até que o ambiente de Disaster Recovery esteja plenamente operacional. Ele representa o intervalo que compreende a falha do ambiente principal, o acionamento do plano de recuperação e a entrada efetiva do ambiente de DR em funcionamento.

O RPO (Recovery Point Objective) define quanto de dados a empresa aceita perder. Quanto menor o RPO, maior a necessidade de replicações frequentes ou em tempo real.

Muitas empresas cometem o erro de focar apenas em um deles, afinal não são interligados automaticamente. Um sistema pode voltar rapidamente (RTO baixo), mas com grande perda de dados (RPO alto), ou preservar dados, mas levar horas ou dias para retomar a operação.

Dentro de um plano de Disaster Recovery, o RTO representa a velocidade de retomada e o RPO o volume de integridade dos dados recuperados.

Critério

RTO

RPO

O que mede?

Tempo de recuperação

Perda de dados aceitável

Pergunta-chave

“Quanto tempo posso ficar parado?”

“Quanto posso perder?”

Impacto

Operacional e financeiro

Dados e informação

Exemplo

Sistema volta em 2 horas

Evita perda de um dia inteiro de dados e operações fora do ar

Como reduzir?

Alta disponibilidade, failover rápido

Backups frequentes, replicação

Mais relevante para:

Operações e negócios

Segurança, compliance e TI

 

Ambientes amplos encontram dificuldade em alcançar um RPO minúsculo (como 5 minutos) porque as ferramentas demoram para concluir a rotina de cópia. Já ambientes menores ou bancos de dados críticos conseguem fazer a cada 15 ou 30 minutos. Quanto menor o RTO e RPO, maior é a tecnologia necessária.

O cálculo do RTO deve ser realista, mas é importante entender que o propósito de uma solução de Disaster Recovery é justamente eliminar etapas manuais e demoradas, como reinstalação de sistemas operacionais, download de dados ou reconfiguração de aplicações.

Em um plano de DR bem estruturado, o ambiente de recuperação já está previamente preparado e é abastecido de forma automática pela própria solução, reduzindo significativamente o tempo de indisponibilidade.

Essas métricas orientam decisões técnicas e financeiras, ajudam a equilibrar custo e resiliência e devem ser acordadas com clareza em um plano de recuperação de desastres.


Qual a diferença entre Disaster Recovery e backup?

Embora relacionados, Disaster Recovery e backup não são a mesma coisa. O backup é um componente do DR, mas backup sozinho não garante que o negócio continue funcionando.

O backup tem como foco principal a proteção dos dados e, teoricamente, ele até pode ser utilizado para recuperar informações após falhas, acidentes e ataques, desde que o backup esteja íntegro.

No entanto, um backup isolado estende o tempo de recuperação (RTO) e no ponto de recuperação dos dados (RPO). Restaurar sistemas completos somente a partir de backup costuma levar horas ou dias, o que torna esse modelo inviável para operações que não podem ficar indisponíveis por longos períodos.

Já um plano de Disaster Recovery, por outro lado, tem como foco a continuidade operacional ágil. Ele mantém ambientes prontos para assumir a operação diante de qualquer cenário, reduz drasticamente o tempo de indisponibilidade e permite retomada rápida dos serviços.

O especialista em arquitetura de soluções, Francisco Roberto, compara o Disaster Recovery a um plano de saúde: “é algo que você precisa ter para ficar tranquilo, mas espera nunca precisar usar. Mas essa redundância acaba se tornando obrigatória, já que é inviável que empresas com operações críticas fiquem horas fora do ar gerando um impacto inaceitável.”


Quais os benefícios do Disaster Recovery?

Além da tranquilidade e garantia de continuidade operacional, empresas que adotam uma estratégia sólida de Disaster Recovery colhem benefícios claros e mensuráveis. Entre eles estão:

  • Redução de custos
    Economizar é uma das principais preocupações de quem procura soluções de DR. Planejamentos antecipados permitem que os investimentos sejam alocados de maneira inteligente ao invés de contenções de emergência.

Além da economia à longo prazo, é justamente a rápida ação diante de momentos de crise que torna possível reduzir grandes custos operacionais e desligamento de clientes.

  • Credibilidade e retenção
    A retenção de stakeholders é diretamente proporcional à capacidade de recuperação veloz de desastres tecnológicos. Quando a organização demonstra que está preparada para lidar com riscos reais, clientes, parceiros e investidores enxergam credibilidade.

  • Escalabilidade mesmo em cenários extremos
    Personalizáveis, serviços de Disaster Recovery garantem que a operação permaneça eficiente de acordo com as necessidades da organização, mesmo com um aumento no volume de dados, na complexidade dos sistemas ou na expansão da operação.

  • Cumprimento de SLAs e exigências regulatórias

    A proteção de dados sensíveis, conformidade com a LGPD e outras leis de regulação e plano de continuidade são fatores que aumentam a credibilidade de qualquer empresa no mercado, além de facilitar processos de certificações e compliance.

Por que a separação geográfica é vital?

Um erro comum em estratégias de continuidade é manter backups ou ambientes de DR próximos demais do ambiente principal. Quando isso acontece, um único evento pode comprometer toda a operação.

Por esse motivo, recomenda-se que o ambiente de Disaster Recovery esteja fisicamente separado do cluster principal, utilizando inclusive uma fonte de energia distinta para evitar falhas elétricas simultâneas.

A separação geográfica garante que desastres naturais, falhas regionais de energia ou problemas estruturais não afetem simultaneamente ambos os ambientes.


Empresas precisam de Disaster Recovery porque falhas são inevitáveis. Sistemas críticos não podem parar, ataques não podem ser descartados e o impacto financeiro da indisponibilidade costuma ser maior do que o custo da prevenção.

Disaster Recovery não é um gasto supérfluo. É um mecanismo de proteção que garante continuidade e segurança operacional em um cenário cada vez mais dependente da tecnologia.

 

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Perguntas Frequentes

Encontre respostas para as dúvidas mais comuns sobre nossos serviço de Disaster Recovery.

Disaster Recovery é uma estratégia de continuidade de negócios que permite restaurar sistemas, aplicações e dados rapidamente após falhas graves, desastres naturais, erros humanos ou ataques cibernéticos, garantindo que a operação continue funcionando mesmo com a indisponibilidade do ambiente principal.



 

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