Apps de bancos também foram prejudicados e mais de 10 mil reclamações foram registradas. Problema pode ter sido causado por falha em data center.


Queda de bancos e pix

O final de semana pré-carnaval começou com instabilidade no sistema de pagamento eletrônico do Banco Central, o Pix. No último sábado (7), usuários de diferentes aplicativos de banco relataram problemas de acesso e carregamento de transferências por volta de 12h. A situação foi normalizada por volta de 13h30.

O período de pouco mais de uma hora fora do ar foi o suficiente para que o Downdetector, site que monitora reclamações de quedas de serviços online, registrasse um pico generalizado nos apps bancários do Brasil.

Foram milhares de notificações registradas para bancos como Santander, Itaú, Nubank, C6Bank, Bradesco, Banco do Brasil, Inter e Caixa Econômica Federal. Ainda de acordo com o Downdetector:

  • 56% dos clientes dos oito bancos relataram problemas para fazerem pagamentos via PIX;
  • 33% não estavam conseguindo fazer transferências;
  • 11% alegaram que o leitor de QR Code não estava funcionando.

Paralelamente, a Amazon Web Services (AWS), serviço de nuvem da Amazon, também passou por instabilidades no mesmo período – entre 11h e 13h do último sábado. Hipóteses levantadas por especialistas apontam para uma possível relação do ocorrido com a queda dos bancos.

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O que pode ter acontecido?

Parte dos sistemas que sustentam o Pix opera em ambientes hospedados na AWS. Com a queda da provedora de computação em nuvem usada por grandes instituições de pagamento, processamentos de transações, autenticações e segurança podem ter sido afetados.

O diretor de tecnologia da HostDime Brasil, Lucas Montarroios, explica:

“A instabilidade na AWS mostra, de forma prática, o impacto global que uma falha concentrada pode gerar. Mesmo que essa seja somente uma teoria, não estamos falando apenas de um erro pontual em sites, mas de uma paralisação que pode afetar serviços críticos de em escala mundial.”

Segundo o CTO, o ponto central da situação é a vulnerabilidade da interconexão. Quando a infraestrutura de um único provedor concentra boa parte do tráfego mundial, uma falha sistêmica, como a que ocorreu no subsistema de monitoramento da AWS, pode se propagar em cascata para milhares de empresas.

Mesmo sem confirmação de que essa foi a raíz do problema, o episódio reforça o alerta para quem opera na inteiramente na nuvem.

Depender de um único ponto de recuperação por horas é um risco que nenhuma operação moderna pode assumir. Na HostDime, isso apenas confirma nossa convicção: resiliência real depende de arquiteturas Multi-Cloud ou, no mínimo, Multi-Região ativa-ativa, especialmente para cargas críticas.

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