Entenda o que é um servidor com GPU para IA, diferenças entre CPU e GPU, VRAM, modelos de IA, inferência, Llama e como rodar LLMs próprios com segurança e custo previsível.
O que é um servidor com GPU para Inteligência Artificial?
Um servidor com GPU para IA é uma infraestrutura de alto desempenho projetada para executar cargas intensivas de machine learning, deep learning, IA generativa, IA agêntica e Large Language Models (LLMs).
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Diferente de servidores tradicionais que utilizam CPU, esses ambientes são construídos com GPUs (Graphics Processing Units) para o processamento de dados complexos e aceleração do processo de aprendizagem, permitindo executar milhares de cálculos matemáticos em paralelo.
Essas são as mesmas GPUs frequentemente associadas ao universo dos games e à renderização de gráficos e animações. No entanto, o funcionamento desse componente em servidores dedicados e ambientes de nuvem difere do uso doméstico tradicional, já que é focado na oferta de poder de processamento massivo.
Esses servidores são a base de aplicações modernas como:
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Chatbots corporativos e assistentes internos;
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Processamento de linguagem natural (NLP);
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Visão computacional (Vision Models);
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Análise de grandes volumes de dados;
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IA generativa de texto, imagem e multimodal.
Modelos como DeepSeek, Llama, Mistral, Qwen, Gemini, Claude e ChatGPT só se tornaram viáveis em escala graças à evolução das GPUs.
CPU vs GPU: qual a diferença e por que a IA depende de GPU?
Com a febre de IA para produtividade e otimização do trabalho, ambientes corporativos percebem que o uso da infraestrutura tradicional não é mais suficiente. É aqui que entram em ação os servidores dedicados para IA com GPU.
Para empresas que desejam integrar tecnologias de IA em seus projetos e operações, os servidores com GPUs se tornam indispensáveis para o processamento de aplicações intensivas em larga escala com alta disponibilidade.
Os diversos núcleos das GPUs formam uma espécie de rede neural que otimiza o aprendizado de máquina, permitindo avanços que tornam as IAs mais potentes e próximas da inteligência humana.
O que é CPU?
A CPU (Central Processing Unit) é uma unidade de processamento genérica, otimizada para tarefas sequenciais. Ela executa sistemas operacionais, aplicações comuns e coordena o funcionamento do servidor.
Características da CPU:
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Poucos núcleos, mas muito poder por núcleo;
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Excelente para lógica, controle e tarefas sequenciais;
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Ideal para sistemas operacionais, bancos de dados e aplicações tradicionais.
O que é GPU?
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Inicialmente desenvolvidas para renderização gráfica de jogos e aplicações visuais, as GPUs são circuitos eletrônicos especializados em cálculos matemáticos de alta velocidade.
Com alta capacidade de resolução de problemas técnicos e mais veloz do que as CPUs, atua em supercomputadores, no treinamento de redes neurais e execução de modelos de deep learning. Smartphones, computadores e aplicações de IA não seriam possíveis sem as GPUs.
A GPU foi criada para renderização gráfica, mas evoluiu para se tornar o principal acelerador de IA. Ela possui milhares de núcleos simples, capazes de executar cálculos matemáticos em paralelo.
Características da GPU:
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Processamento massivamente paralelo;
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Altamente eficiente para operações matriciais;
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Ideal para redes neurais, transformers e LLMs;
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Treinar ou executar LLMs apenas com CPU é inviável em escala comercial
Uma tarefa que uma CPU executa em minutos pode ser feita por uma GPU em segundos, dessa forma, treinar ou executar LLMs apenas com CPU é até possível, mas inviável em escala comercial.
Por que GPUs são essenciais para IA e LLMs?.
Modelos de IA modernos trabalham com vetores e operações matemáticas massivas. Arquiteturas baseadas em transformers exigem bilhões de multiplicações e somas simultâneas.
As cargas de trabalho de IA, especialmente aquelas que envolvem aprendizado profundo, são altamente intensivas, tornando as GPUs indispensáveis para a Inteligência Artificial moderna, uma vez que são projetadas para lidar com múltiplas tarefas simultaneamente.
O crescimento acelerado da Inteligência Artificial nos últimos anos está diretamente ligado à evolução das GPUs.
Modelos como DeepSeek, ChatGPT e outras LLMs utilizam arquiteturas baseadas em transformadores, permitindo que máquinas entendam o contexto e as relações entre palavras em um texto com precisão inédita. Esse processo exige um grande volume de operações matemáticas paralelas que somente GPUs podem processar.
As GPUs modernas, especialmente as desenvolvidas para data centers, possuem núcleos especializados para IA e memória integrada de ampla largura de banda, permitindo que os dados sejam processados diretamente na GPU, sem a necessidade constante de comunicação com a memória principal do servidor, reduzindo latência.
GPUs modernas oferecem:
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CUDA Cores: processamento paralelo;
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Tensor Cores: núcleos especializados em IA;
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Alta largura de banda de memória;
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VRAM dedicada, reduzindo latência.
Nem todo caso de uso exige uma GPU de altíssimo desempenho. Enquanto uma GPU NVIDIA T4 pode gerar cerca de 120 tokens por segundo, uma NVIDIA H100 pode gerar entre 1.200 e 1.800 tokens por segundo.
Um dos erros mais comuns é investir em uma GPU superdimensionada para uma carga simples ou, no extremo oposto, tentar rodar modelos grandes em placas que não possuem VRAM suficiente.
As GPUs aceleram treinamento de modelos, inferência e taxa de transferência de dados.
Como escolher a GPU ideal para cada tipo de projeto de IA?
A decisão correta deve passar por fatores como como tamanho do modelo, volume de requisições, quantidade de usuários simultâneos prevista, compatibilidade com frameworks, nível de latência esperado e o mais importante, qual será o tipo de uso dessa GPU: inferência ou treinamento.
A escolha da GPU depende também do tipo de carga de trabalho: modelos intermediários são suficientes para inferência e desenvolvimento, já projetos de treinamento em larga escala demandam GPUs mais robustas.
Em projetos reais, o erro mais comum é superdimensionar ou subdimensionar a GPU sem considerar esses fatores de forma integrada.
Aqui estão os componentes essenciais que devem ser observados:
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VRAM (memória): VRAM define capacidade. Quanto maior o modelo, mais VRAM será necessária. Verifique se a quantidade de gigabytes (GB) é suficiente.
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Tensor Cores/CUDA Cores: enquanto a memória define a capacidade, os Tensor ou CUDA Cores definem velocidade de inferência. Quanto mais núcleos, mais tokens por segundo o modelo consegue absorver/gerar.
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PCIe: amplia a largura de banda (volume de dados que passa pelo processador em segundos). Esse ponto é especialmente importante para os que desejam treinar modelos de IA. Se o objetivo é inferência, o PCIe não é tão relevante.
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CPU: nenhum servidor pode ser executado sem uma CPU e, em servidores com GPU, atua como uma ponte e gerenciadora do sistema.
Saiba mais sobre cada um desses componentes clicando aqui
| Entenda quais GPUs são ideais para cada objetivo esperado:
Projetos simples: chatbots internos, POCs e automações leves
Se o objetivo é rodar um chatbot interno, fazer provas de conceito (POC), automatizar atendimentos ou integrar IA a sistemas corporativos com poucos usuários simultâneos, não há necessidade de uma GPU extremamente potente.
Nesse cenário, modelos entre 7B e 13B parâmetros atendem bem, especialmente quando quantizados em INT8 ou FP16.
GPUs indicadas:
- NVIDIA T4 (16GB)
- NVIDIA L4 (24GB)
- RTX 3060 / 3080 (ambientes controlados)
Essas GPUs entregam taxas na faixa de 80 a 120 tokens por segundo, mais do que suficiente para aplicações internas, com bom equilíbrio entre custo, consumo energético e performance.
Inferência em produção: múltiplos usuários e baixa latência
Quando a IA passa a atender vários usuários ao mesmo tempo, com exigência de respostas rápidas e previsíveis, a prioridade deixa de ser apenas “rodar o modelo” e passa a ser sustentar concorrência e latência.
Aqui, o fator mais crítico é a VRAM, seguida pela eficiência dos Tensor Cores.
Perfis comuns:
- Chatbots corporativos
- Assistentes virtuais internos
- APIs de IA para sistemas próprios
GPUs indicadas:
- NVIDIA L4
- RTX 4080 Super
- RTX 6000 Ada (48GB)
Essas placas conseguem manter dezenas de requisições simultâneas, com latência abaixo de 2 segundos, desde que o modelo e o contexto estejam bem ajustados. A taxa de geração pode variar de 200 a 600 tokens por segundo, dependendo da GPU e do modelo.
Modelos grandes: LLMs acima de 30B parâmetros
A partir de modelos na faixa de 30B a 34B parâmetros, o gargalo deixa de ser poder computacional e passa a ser quase exclusivamente memória de vídeo. Se o modelo não couber integralmente na VRAM, a performance despenca ou a inferência simplesmente não ocorre.
Nesse perfil, GPUs menores não são viáveis, mesmo com quantização agressiva.
GPUs indicadas:
- RTX 5090
- RTX 6000 Ada
- NVIDIA A100 (40GB ou 80GB)
Essas GPUs permitem rodar modelos grandes com estabilidade, mantendo latência previsível e sem necessidade de técnicas complexas de offloading para CPU.
Treinamento e fine-tuning em escala
Projetos de treinamento completo ou fine-tuning pesado exigem outro patamar de infraestrutura. Aqui entram fatores como largura de banda de memória, throughput de Tensor Cores e interconexão entre GPUs.
Esse tipo de carga é raro no mercado corporativo tradicional e costuma fazer sentido apenas para:
- Desenvolvimento de modelos proprietários
- Pesquisa avançada
- Datasets muito grandes
GPUs indicadas:
- NVIDIA A100
- NVIDIA H100
- NVIDIA H200
Uma NVIDIA H100, por exemplo, pode gerar entre 1.200 e 1.800 tokens por segundo e reduzir drasticamente o tempo de treinamento, transformando processos que levariam dias em horas. Ainda assim, o custo e a complexidade tornam esse perfil pouco comum fora de grandes projetos.
Na maioria dos projetos corporativos (como a implementação de chatbots para atendimentos), não é necessário começar com uma GPU topo de linha. Um dimensionamento correto, alinhado ao modelo e ao volume de uso, entrega melhor custo-benefício e evita desperdício de recursos.
De forma resumida:
- Para POCs e chatbots internos: T4 ou L4
- Para produção com múltiplos usuários: L4, RTX 4080 ou RTX 6000 Ada
- Para modelos grandes (30B+): RTX 5090 ou A100
- Para treinamento de modelos pesados: H100 ou H200
O que são CUDA Cores e Tensor Cores?
Os CUDA Cores são núcleos responsáveis pelo processamento geral da GPU, já Tensor Cores são núcleos especializados para processar softwares de Inteligência Artificial. Ambos são responsáveis pela rapidez do processamento e da produção de tokens.
Quanto mais núcleos de Tensor Cores, maior a velocidade de inferência, geração de tokens (palavras) por segundo, treinamento e fine-tuning.
Duas GPUs com a mesma VRAM podem ter performances completamente diferentes dependendo da quantidade e eficiência desses núcleos.
O que é VRAM?
Hoje a principal pergunta do mercado é: “tem quanto de VRAM?” e há um motivo para isso: a VRAM (Video RAM) é a memória da GPU. Ela cumpre o mesmo papel que a RAM no computador, mas dedicada exclusivamente ao processamento gráfico e de IA.
É a VRAM que determina o tamanho do modelo que você consegue rodar no seu servidor para IA. Se o modelo não cabe na VRAM, ele não executa ou perde performance drasticamente.
Assim como a CPU utiliza a memória RAM para acessar dados, a GPU utiliza a VRAM como memória dedicada.
Exemplos:
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Modelos 7B: 16 GB
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Modelos 13B–14B: 24 GB
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Modelos 30B–34B: 32 GB a 48 GB
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Modelos 70B+: 80 GB ou mais
O que é um modelo de IA?
Um modelo de IA é um programa treinado para reconhecer padrões e tomar decisões a partir de um conjunto de dados com o qual é alimentado. Os modelos aplicam algoritmos, realizam previsões, análises e respondem à comandos orientados pelas informações que recebeu anteriormente.
Os modelos de IA podem automatizar ações sem intervenção humana, mas somente modelos com aprendizado de máquina conseguem otimizar seu desempenho constantemente e sem intervenções humanas diretas.
Também é importante lembrar que todos os modelos de Machine Learning (ML) são Inteligência Artificial, mas nem todo modelo de IA é uma ML.
A chamada “IA simbólica” segue uma série de regras programadas por humanos e as processa rapidamente, mas não tem capacidade de aprender e evoluir sozinha a partir de associações de informações. Já um modelo de IA de aprendizado de máquina (ML) substitui a programação explícita pela estatística.
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Característica |
Inteligência Artificial (IA simbólica) |
Machine Learning (aprendizado de máquina) |
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Definição |
Capacidade de uma máquina imitar o comportamento humano inteligente. |
Um subconjunto da IA focado em permitir que máquinas aprendam com dados sem serem explicitamente programadas. |
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Funcionamento |
Baseado em regras. Segue instruções lógicas estritas definidas por programadores (If-Then-Else). |
Baseado em estatística e probabilidade. Aprende padrões através da exposição a grandes volumes de dados (datasets). |
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Objetivo |
Automatizar a tomada de decisões e executar tarefas pré-definidas. |
Otimizar o desempenho de forma autônoma e fazer previsões ou gerar novos conteúdos. |
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Dependência Humana |
O humano precisa escrever as regras para cada cenário possível. Se algo novo acontece, o sistema falha até ser reprogramado. |
O humano fornece os dados (treinamento). O sistema descobre as regras e padrões sozinho. |
Durante o treinamento de modelos de IA de Machine Learning palavras, frases e conceitos são transformados em vetores matemáticos que transformam textos brutos em relações estatísticas.
Dessa maneira, conceitos similares ficam próximos no espaço vetorial. Exemplo:
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“Rato” fica próximo de “animal”
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“Azul” fica próximo de “cor”
Isso permite que o modelo entenda contexto, intenção e responda aos comandos de maneira cada vez mais precisa.
Há ainda outro detalhe: a maneira como cada modelo responde à comandos também depende se eles têm capacidade de vision, agênticas ou generativas – ou um mix dessas propriedades. Todas elas podem ser usadas e potencializadas com GPUs.
Muito usados em indústria, moda, documentação e compliance, os modelos de Vision IA são capazes de interpretar imagens, extrair texto delas e ainda gerar descrições.
No caso das IAs agênticas, são modelos com acesso a tools (ferramentas) e podem atuar diretamente em apps de mensagens, APIs internas, bancos de dados e sistemas conectados, de acordo com as autorizações. Eles não apenas respondem, mas executam ações como agentes autônomos.
Já as IAs generativas são as mais comuns e utilizadas no dia a dia, capazes de criar conteúdos novos a partir das informações de textos, imagens, códigos que recebem.
Tipos de modelos de IA: qual implantar na minha empresa?
Existem ainda tipos de modelos de IA: proprietários (APIs) ou open source. Escolher entre modelos de código aberto ou privados é uma parte importante da estratégia para quem busca integrar IA em suas operações.
Para operar com servidores dedicados com GPU com custo fixo sem limite de tokens, deve-se optar por modelos locais de código aberto (open source) como LLaMA, DeepSeek, Mistral e Qwen. Confira as diferenças entre as duas opções:
Modelos proprietários vs modelos open source:
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Característica |
Modelos proprietários (APIs) |
Modelos open source (locais) |
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Exemplos |
ChatGPT, Claude, Gemini |
LLaMA 3.1, DeepSeek, Mistral, Qwen |
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Modelo de Custo |
Custo variável por token (pago pelo uso) |
Custo fixo (com investimento em hardware/servidor) e sem custo por token |
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Controle e Autonomia |
Dependência total de terceiros e de sua infraestrutura |
Controle total sobre o ambiente, versões e disponibilidade |
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Privacidade e Segurança |
Menor controle sobre os dados (dados trafegam para nuvens externas) |
Dados permanecem na rede interna, permitindo isolamento total e segurança |
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Customização |
Limitada às ferramentas e ajustes permitidos pelo provedor |
Possibilidade de customização profunda, treinamento específico e fine-tuning |
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Hospedagem |
Rodam exclusivamente nos servidores do proprietário |
Podem rodar localmente em servidores dedicados com GPU |
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Vantagens Principais |
Facilidade de implementação inicial |
Soberania de dados, previsibilidade financeira e personalização |
Treinamento e inferência: qual a diferença?
Treinamento de modelos de IA: para que o processo de machine learning funcione, os modelos precisam ser treinados a partir de um conjunto de dados. Tendências e probabilidades de conexão são os guias desse trabalho e exigem extensos cálculos que somente uma GPU poderia processar.
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Processo de criar ou ajustar um modelo;
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Exige mais tempo e investimento;
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Exige múltiplas GPUs potentes e alta largura de banda;
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Normalmente feito por grandes empresas ou centros de pesquisa.
GPUs para treinamento exigem poder computacional bruto (TFLOPS) e alta largura de banda para mover dados. Nesses casos, a NVIDIA B200 é o padrão atual. Para quem não tem o orçamento de uma Big Tech, clusters de H100 ou H200 ainda são extremamente eficientes.
Inferência de modelo de IA: essa é a fase onde um modelo já treinado utiliza o conhecimento adquirido para analisar e gerar novas informações e previsões. Enquanto o treinamento ensina a IA, a inferência é a aplicação prática.
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Uso e incorporação de um modelo já treinado;
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O usuário envia um prompt e recebe uma resposta (chatbot);
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Mais comum no mercado corporativo;
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Pode ser feito com uma única GPU bem dimensionada.
Em processos de inferência, a GPU ideal dependerá da capacidade de memória (VRAM) para carregar o modelo inteiro e da velocidade com que ele responde (latência). Confira exemplos:
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Escala corporativa: a AMD MI300X se destaca aqui porque seus 192GB de VRAM permitem carregar modelos gigantes (como o Llama 3 400B+ ou DeepSeek-V3) em menos placas, reduzindo o custo operacional.
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Produção de baixa latência: a NVIDIA L40S é otimizada para servir modelos com tempo de resposta rápido, especialmente em tarefas de visão computacional e IA generativa de mídia.
Hoje, a maioria das empresas buscam GPU para inferência, não para treinamento.
O que são tokens?
Tokens são as unidades básicas processadas por um modelo de linguagem. Quanto mais memória (VRAM) e núcleos de Tensor Core uma GPU possuir, maior será a capacidade e velocidade de processamento de tokens que o modelo de IA terá, respectivamente. De forma simplificada:
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Um token pode ser uma palavra, parte de uma palavra ou símbolo
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Quanto mais tokens por segundo, mais rápida é a IA
Custos de APIs são baseados em tokens. Já em servidores próprios, o custo é fixo.
Quando investir em um servidor com GPU para IA?
A decisão de investir em um servidor para IA com GPU deve considerar o volume de uso, a criticidade dos dados e a necessidade de escalabilidade.
Investir em servidor com GPU é ideal para empresas que utilizam IA de forma contínua, já que o modelo dedicado tende a ser mais eficiente e econômico do que APIs no longo prazo, tanto estrategicamente quanto operacionalmente.
Servidores para IA com GPU se tornaram um pilar da infraestrutura moderna, viabilizando soluções seguras e sob total controle da organização.
Vale a pena quando:
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O uso de IA é contínuo;
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O volume de tokens é alto;
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Os dados são sensíveis;
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Há necessidade de previsibilidade de custos.
Benefícios de rodar IA em servidor próprio com GPU
Além de muito mais seguro, economia é o principal fator que leva empresas a adotarem servidores dedicados com GPU para inferência de IA. Utilizar uma instância dedicada de GPU é ideal para cenários que exigem alto desempenho, privacidade de dados e personalização.
Para empresas com uso intensivo de IA, a migração para infraestrutura própria com GPU é motivada por quatro pilares fundamentais:
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Economia: custo fixo, sem cobrança por token. Diferente das APIs, que operam em um modelo de custo variável baseado no volume de tokens (palavras) processados, um servidor dedicado possui um custo fixo mensal.
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Segurança e privacidade: dados isolados na rede da empresa. As informações estão dentro da sua infraestrutura, o que é essencial para empresas e organizações que lidam com dados sensíveis. Mesmo fisicamente, se o cliente criptografa, nem o data center provedor consegue ter acesso ao servidor.
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Soberania de dados: compliance com LGPD e leis locais. Uma ótima opção para empresas que lidam com auditorias e precisam de comprovações de medidas de segurança para receber importantes certificações e evitar problemas em escala jurídica.
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Controle total: com possibilidade de customização extrema (fine-tuning), é possível refinar detalhes mínimos e modelos específicos com seus próprios dados, o que seria inviável via API. Além disso, não há limites de requisições por minuto.
Resumo comparativo: GPU dedicada X API
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Característica |
GPU dedicada (IA própria) |
API de IA (serviço cloud) |
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Privacidade |
Máxima (dados locais) |
Baixa/Depende da nuvem |
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Custo Inicial |
Alto |
Muito Baixo |
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Custo à longo prazo |
Baixo (alto volume) |
Alto (alto volume) |
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Latência |
Muito baixa |
Média/alta |
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Flexibilidade |
Alta (modelos abertos, fine-tune) |
Limitada |
É importante se atentar que para operar com um servidor dedicado com GPU, infraestrutura faz diferença. Servidores para IA exigem energia redundante, resfriamento adequado, segurança física e ambiente preparado para alta densidade.
Sem esses atributos, toda sua operação e dados estarão vulneráveis. Infraestruturas certificadas e especializadas em GPUs, como o data center da HostDime Brasil, garantem estabilidade, performance e segurança para cargas críticas de IA.
Quanto custa uma GPU?
O custo de uma GPU varia principalmente de acordo com a quantidade de VRAM disponível, podendo custar a partir de R$ 1.700. É importante distinguir entre o valor de aquisição da GPU isolada e a contratação de um servidor dedicado profissional.
Servidores dedicados para IA com GPU custam em média R$2.500/mês, sendo a melhor opção para empresas, pois inclui a infraestrutura do data center, refrigeração adequada e redundância de energia, sem limite de uso. A locação mensal é frequentemente a opção com melhor ROI (Retorno sobre Investimento).
Tabela de preços: GPUs para servidores de IA
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GPU |
Perfil de Uso |
Memória (VRAM) |
Preço estimado (hardware) |
Estimativa de custo mensal (com servidor dedicado) |
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NVIDIA H200 |
Treinamento massivo / LLMs |
141GB HBM3e |
R$ 280.000+ |
Sob consulta (alta performance) |
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NVIDIA H100 |
Treinamento e inferência |
80GB/94GB |
R$ 175.000 - R$ 315.000 |
Sob consulta (alta performance) |
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NVIDIA A100 |
Treinamento e Deep Learning |
80GB HBM2e |
R$ 180.000 - R$ 210.000 |
Sob consulta (data center) |
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RTX 6000 Ada |
Estações de trabalho / inferência pesada |
48GB GDDR6 |
R$ 52.000 - R$ 60.000 |
R$ 2.000 - R$ 3.500+ |
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NVIDIA L4 |
Inferência eficiente em escala |
24GB GDDR6 |
R$ 26.000 - R$ 30.000 |
R$ 1.600 - R$ 2.400 |
|
RTX 5090 |
Desenvolvimento e top-tier consumo |
32GB GDDR7 |
R$ 22.000 - R$ 27.000 |
R$ 1.800 - R$ 2.800+ |
|
RTX 4080 Super |
Desenvolvimento e testes intermediários |
16GB GDDR6X |
R$ 7.700 - R$ 15.000 |
R$ 1.000 - R$ 1.800 |
|
RTX 3090 |
Desenvolvimento e fine-tuning local |
24GB GDDR6X |
R$ 13.000 - R$ 16.000 (Nova) |
R$ 900 - R$ 1.500 |
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Radeon PRO W7900 |
Alternativa AMD com alta VRAM |
48GB GDDR6 |
R$ 20.000 - R$ 25.000 (Global) |
Sob consulta |
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Tesla T4 |
Inferência básica e legado |
16GB GDDR6 |
R$ 8.600 |
R$ 800 - R$ 1.200 |
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Tesla K80 |
Cargas leves e workloads acadêmicos |
24GB GDDR5 |
R$ 1.700 |
R$ 500 - R$ 800 |
Servidores com GPU se tornaram um pilar da infraestrutura moderna de TI. Eles viabilizam IA generativa, LLMs, visão computacional e automação avançada com controle total, segurança e previsibilidade de custos.
Nesse contexto, a HostDime atua como exemplo de infraestrutura preparada para projetos de IA, oferecendo servidores dedicados com GPU em ambientes certificados, capazes de sustentar cargas críticas de treinamento e inferência com alta disponibilidade.
A HostDime Brasil oferece servidores dedicados com GPU preparados para:
- Treinamento e inferência de IA;
- Execução de DeepSeek, PyTorch, TensorFlow e Hugging Face;
- Ambientes de alto desempenho com data center certificado.
Com opções de GPUs dedicadas, armazenamento NVMe e infraestrutura preparada para IA, é possível escalar projetos com previsibilidade e segurança. Se você quer sua própria IA rodando com segurança e performance, sem custos com API, o servidor dedicado será a melhor opção para sua empresa.
Perguntas Frequentes
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A migração para um servidor próprio é motivada por economia e segurança. Enquanto APIs cobram um custo variável por token (que pode escalar rapidamente), o servidor dedicado possui um custo fixo mensal sem limite de uso. Além disso, rodar IA localmente garante que dados sensíveis não trafeguem para nuvens externas, garantindo soberania de dados e conformidade com a LGPD.
A CPU é uma unidade genérica para tarefas sequenciais e controle do sistema. Já a GPU possui milhares de núcleos que realizam processamento massivamente paralelo, essencial para os cálculos matemáticos de redes neurais. Executar LLMs apenas em CPU é possível, mas inviável comercialmente devido à lentidão; uma tarefa de segundos em uma GPU pode levar minutos em uma CPU.
A VRAM (Video RAM) é a memória dedicada da GPU que determina o tamanho do modelo que pode ser executado. Se o modelo não couber na VRAM, ele não funcionará corretamente. As estimativas gerais são:
Modelos 7B: 16 GB de VRAM.
Modelos 13B–14B: 24 GB de VRAM.
Modelos 30B–34B: 32 GB a 48 GB de VRAM.
Modelos 70B+: 80 GB ou mais de VRAM.
A escolha depende do volume de uso:
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Para Chatbots internos e POCs: NVIDIA T4 ou L4.
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Para produção com múltiplos usuários: NVIDIA L4 ou RTX 6000 Ada.
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Para modelos grandes (30B+): RTX 5090 ou NVIDIA A100.
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Para treinamento pesado: NVIDIA H100 ou H200.
Tokens são as unidades básicas (palavras ou símbolos) processadas pela IA. A velocidade da IA é medida em tokens por segundo. Enquanto uma GPU básica como a T4 gera cerca de 120 tokens/seg, uma H100 pode atingir entre 1.200 e 1.800 tokens/seg, proporcionando respostas quase instantâneas.
O treinamento é o processo de criação ou ajuste de um modelo a partir de grandes datasets, exigindo meses e múltiplas GPUs potentes como a H100. A inferência é o uso prático do modelo já treinado para responder prompts (como um chatbot), o que é o caso de uso mais comum no mercado corporativo e pode ser feito com uma única GPU bem dimensionada.
Sim, é a opção mais segura. Em servidores dedicados e criptografados, nem mesmo o data center provedor tem acesso aos dados. No entanto, a segurança depende de uma infraestrutura robusta. A HostDime Brasil, por exemplo, oferece ambientes certificados com energia redundante e resfriamento adequado, essenciais para evitar a vulnerabilidade de operações críticas de IA.
Em cenários reais de inferência uma NVIDIA L4 consegue sustentar entre 20 e 40 usuários simultâneos em modelos LLM de até 13B parâmetros, mantendo latência abaixo de 2 segundos, considerando:
- Quantização INT8 ou FP16
- Contexto médio (2k a 4k tokens)
- Infraestrutura NVMe e CPU adequada
Esse número pode variar conforme o modelo, tamanho do prompt e otimizações de software.
Servidores para IA são sistemas de alto desempenho projetados para treinamento e inferência de aprendizado de máquina, utilizando:
- GPUs potentes (NVIDIA H100, A100, L4, RTX, K80)
- CPUs de múltiplos núcleos
- Grande capacidade de RAM
- Armazenamento NVMe
Eles viabilizam cargas de trabalho intensivas em IA Generativa, visão computacional e processamento de dados em tempo real, sendo essenciais para a infraestrutura de TI moderna.
GPUs de alto desempenho
A espinha dorsal do servidor de IA. Responsáveis pelo processamento paralelo massivo. Exemplos:
- NVIDIA K80 – workloads básicos
- NVIDIA L4 – inferência eficiente
- NVIDIA A100 / H100 – treinamento e LLMs em escala
Processadores (CPUs)
Responsáveis por orquestrar o fluxo de dados:
- Dual Xeon E5 / Gold / Platinum
- AMD EPYC de alta densidade de núcleos
Memória RAM e armazenamento
- RAM: 128GB a 512GB ou mais
- Armazenamento: SSD NVMe para alta taxa de I/O
Resfriamento e infraestrutura
GPUs operam com alto TDP, exigindo:
- Resfriamento otimizado a ar ou líquido
- Energia redundante
- Data center preparado para alta densidade
Regra prática:
- Modelos 7B: RTX 4080 / L4
- Modelos 13B–14B: RTX 6000 Ada (48GB) ou L4 bem otimizada
- Modelos 30B–34B: RTX 5090 ou A100
- Modelos 70B+: H100 ou H200
O fator mais crítico para essa função é a quantidade de VRAM disponível.
Para tarefas de visão computacional (como reconhecimento de objetos, análise de vídeo e transcrição de imagens), o equilíbrio entre latência e VRAM é o fator determinante. Atualmente, as opções com melhor custo-benefício são:
- NVIDIA L4 (24GB): É considerada a campeã em eficiência para inferência em escala. Com baixo consumo energético e suporte a múltiplos usuários simultâneos, é ideal para empresas que buscam processar fluxos de vídeo com baixa latência e custo operacional reduzido.
- NVIDIA L40S: Esta GPU é especificamente otimizada para fornecer tempos de resposta ultrarrápidos, sendo a escolha ideal para aplicações de visão computacional e IA generativa de mídia que exigem alta taxa de transferência.
- RTX 6000 Ada (48GB): Oferece um excelente meio-termo para modelos de visão mais pesados que exigem alta capacidade de VRAM, permitindo o processamento de imagens em alta resolução sem gargalos de memória.
- RTX 5090 (32GB): Para o segmento de desenvolvimento e inferência de ponta, destaca-se pela nova arquitetura GDDR7, garantindo latência previsível e alto desempenho em tarefas agênticas que combinam visão e execução de comandos.
- AMD MI300X (192GB): No cenário de escala corporativa massiva, sua vasta memória permite carregar múltiplos modelos de visão simultâneos, reduzindo o custo total de propriedade ao consolidar a infraestrutura.