Falha humana, ataques cibernéticos, manutenção e falhas de hardware estão entre as principais causas de downtime em TI. Entenda como o Disaster Recovery atua para manter a continuidade do negócio.


Downtime disaster recovery

Downtime deixou de ser um evento raro e, na era da IA, riscos operacionais de paradas não programadas em ambientes de TI são cada vez mais complexos. Entender as raízes dessas falhas é essencial para evitá-las.

Qualquer minuto de indisponibilidade passa a representar prejuízo financeiro e perda de produtividade. Segundo estudo da ITIC, uma hora de downtime pode custar cerca de US$300.000 para mais de 90% das médias e grandes empresas.

Embora as causas variem conforme o ambiente, quatro fatores seguem aparecendo com frequência em incidentes reais atendidos por equipes de operação, NOC e SOC. Entender sobre a causa dos downtimes é importante para estruturar um plano de Disaster Recovery que vá além do backup tradicional.


O que é downtime?

Downtime, ou tempo de inatividade, é o termo que se refere ao período em que uma empresa precisa ter sua operação paralisada por um determinado período. Essa parada pode ser programada e intencional – comum em estratégias de manutenção de TI – ou inesperada – no caso de incidentes e ataques.

Quando uma empresa sofre um downtime, sofre também perda de receita e danos à marca. Esses momentos de paradas normalmente são resultado de uma série de negligências e falta de investimento em sistemas de redundância, backup e disaster recovery.

Por isso, sistemas críticos costumam contar com soluções de TI que impedem o escalonamento de problemas que uma interrupção na operação pode causar.

Causas mais comuns de um downtime

Entenda as causas mais comuns e dicas de especialista sobre como evitá-las ou amenizá-las de maneira eficaz:

1. Falha humana

Mesmo em ambientes altamente automatizados, a falha humana ainda figura entre as principais causas de downtime. Um comando executado no ambiente errado, uma configuração aplicada fora do horário correto ou até uma ação física simples de desconectar um cabo de energia sem intenção podem derrubar serviços críticos.

Esse tipo de incidente é especialmente perigoso porque costuma ocorrer de forma abrupta e sem aviso prévio. Em geral, resulta em indisponibilidades pontuais que podem ser resolvidas rapidamente, mas no caso de crash generalizado do ambiente, o cenário muda: é nesse momento que a falha humana passa a configurar um evento de desastre, com tempo de recuperação imprevisível e impacto direto na continuidade do negócio.

Quanto maior o ambiente, mais complexa se torna a retomada, ampliando o risco de uma indisponibilidade prolongada. Quando não há um ambiente de Disaster Recovery (DR) pronto para assumir a operação nesses casos, a indisponibilidade se estende até que o erro seja identificado e corrigido. Esse é o pesadelo para a receita de um negócio.

Com DR bem estruturado, o impacto é amenizado. O ambiente alternativo assume a carga enquanto o time atua na correção do erro, preservando a continuidade do serviço e reduzindo drasticamente o tempo fora do ar.


2. Manutenções e upgrades

Manutenções fazem parte da rotina de qualquer ambiente de TI. Troca de processadores, expansão de memória, ajustes de storage ou atualizações físicas são necessários para a longevidade e segurança da operação.

O problema surge quando esses processos exigem a interrupção completa do serviço e algo sai do controle nesse momento. Em ambientes sem Alta Disponibilidade (HA), manutenções planejadas se traduzem diretamente em downtime, impactando aplicações e usuários mesmo quando tudo ocorre dentro do previsto.

Nesse cenário, um plano de Disaster Recovery entra como camada complementar, não para a manutenção em si, mas para garantir que, caso algo saia do controle durante esse processo, exista um ambiente externo pronto para assumir a operação e preservar a continuidade do negócio.

Como explica Francisco Roberto, engenheiro de sistemas do time de ICT da HostDime Brasil:

“Ambientes bem desenhados combinam alta disponibilidade para o dia a dia e Disaster Recovery para cenários de falha mais severos. Assim, mesmo quando algo inesperado acontece, o serviço não precisa ficar indisponível.”

Dessa forma, a manutenção planejada deixa de ser um risco operacional quando HA e DR são tratados de forma correta, cada um dentro do seu papel.


3. Ataques cibernéticos na era da IA

Ataques cibernéticos, especialmente de ransomware, seguem entre as causas mais críticas de downtime. A diferença nos últimos anos está na escala e na velocidade com que esses ataques se propagam.

Com o uso de Inteligência Artificial, atacantes automatizam varreduras, exploração de vulnerabilidades e movimentação lateral dentro do ambiente. O que antes demandava ação manual hoje acontece em minutos e em escala, comprometendo múltiplos sistemas ao mesmo tempo.

Nesse cenário, o backup isolado já não é suficiente. Embora permita recuperar dados, ele não garante continuidade operacional. Durante o processo de restauração, o ambiente permanece indisponível, acumulando prejuízos.

Como destacado pelo especialista: “o backup vai ajudar muito na recuperação, porém sem o DR você vai ter o downtime de recuperação desses dados.”

O Disaster Recovery atua como um ambiente separado, limpo e pronto para assumir a operação. Caso o ambiente principal seja comprometido, é possível ativar rapidamente a infraestrutura de DR, mantendo os serviços ativos enquanto o incidente é tratado.


4. Falhas de hardware

Mesmo com monitoramento avançado, falhas de hardware continuam sendo uma realidade e, quanto mais complexo é seu ambiente de TI, mais aparelhos precisam ser monitorados, fator que contribui para que alguns indícios de problemas passem despercebidos.

Discos podem apresentar degradação previsível, mas outros componentes, como placas-mãe, falham sem sinais claros. Se não houver monitoramento profundo constante, é ainda mais difícil rastrear a raiz do problema.

Esse tipo de falha costuma resultar em downtime abrupto. Quando ocorre em ambientes sem redundância geográfica ou DR, a operação depende da substituição física do equipamento, reinstalação de sistemas e restauração de dados.

Com Disaster Recovery, o ambiente alternativo já está disponível e pronto para assumir, mantendo os serviços no ar enquanto o hardware defeituoso é tratado.


Somente backup basta?

Um ponto central para entender downtime em TI está na diferença entre backup e Disaster Recovery. Enquanto o backup protege dados, o Disaster Recovery protege a operação.

Com backup, a empresa consegue recuperar informações, mas precisa interromper o ambiente durante o processo. Esse tempo fora do ar tem custo operacional e reputacional.

o DR é desenhado para manter a continuidade do negócio. Ele reduz o impacto do incidente, encurta o tempo de resposta e transforma falhas graves em eventos controláveis.

 

“Com backup é possível recuperar o ambiente, mas o tempo até acontecer essa recuperação é relativamente grande. Esse período fora do ar custa bastante.”
Francisco Júnior, engenheiro de sistemas


Monitoramento proativo com Inteligência Artificial

A análise contínua da saúde de discos, consumo de recursos e verificação de padrões anormais permitem transformar falhas inesperadas em manutenções planejadas, realizadas em horários de menor impacto.

Para isso, soluções modernas de Disaster Recovery, como a da HostDime Brasil, utilizam IA integrada para proteger o ambiente, monitorando processos para identificar atividades maliciosas em tempo real.

Na era em que os ataques cibernéticos são automatizados e mais velozes, as medidas de proteção também devem ser.

O conceito de inteligência e análise de dados também é usado no monitoramento avançado de hardware para prever a saúde de componentes físicos (como discos), identificando indícios de falha antes que ela ocorra. A combinação de monitoramento ativo com IA, resposta rápida e Disaster Recovery é o que define ambientes maduros em continuidade operacional. 


A pergunta que CTOs e equipes de TI devem fazer sobre downtime não é sobre “se” vai acontecer, mas “quando” vai acontecer. Falha humana, manutenção, ataques cibernéticos e falhas de hardware seguem como causas recorrentes de indisponibilidade em TI e os negócios precisam estar prontos para tais situações.

A diferença entre empresas que sofrem longas paradas e aquelas que mantêm seus serviços ativos está na forma como tratam a continuidade. Disaster Recovery não é um custo adicional, mas uma camada estratégica de proteção do negócio.

Minimize impactos do downtime

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