O que é cibersegurança e quais são as previsões e pontos de atenção sobre segurança cibernética para TI em 2026
É uma nova era para a cibersegurança. De acordo com o Relatório de Custo de Violação de Dados da IBM, em 2025 os ciberataques potencializados por IA aumentaram em 72% comparado ao ano anterior, com varreduras automatizadas chegando a 36.000 tentativas por segundo. Esses números apontam para um volume de invasões impossível de ser contido por estratégias tradicionais.
O que antes era feito manualmente pelos hackers, agora está automatizado; a Inteligência Artificial se tornou uma ferramenta para endossar ataques cibernéticos. Se em 2025 os ataques foram proativos e robustos, em 2026 a defesa também precisa ser.
Neste ano, as empresas que terão sucesso serão as que se comprometerem com a cibersegurança como estrutura. Confira as principais dicas para não deixar brechas abertas durante 2026.
O que é cibersegurança?
Também chamada de segurança da tecnologia da informação, cibersegurança é a prática que protege computadores, dispositivos móveis, sistemas eletrônicos, servidores, redes e dados contra ataques maliciosos.
Empresas maduras entendem cibersegurança como um pilar estratégico para o crescimento sustentável. Com foco em prevenção, lideranças que adotam segurança cibernética como a base da operação escalam com economia e maturidade robusta.
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Dicas: como aplicar medidas de cibersegurança na minha empresa em 2026?
1. Combate ao “Shadow AI”
O uso de ferramentas de IA sem aprovação formal da área de TI, conhecido como Shadow AI, já se mostrou um risco financeiro real. Esse termo se refere ao uso não supervisionado ou autorizado de ferramentas de IA por funcionários dentro de uma empresa.
A prática implica riscos de segurança e de vazamento de dados sensíveis, pois operam fora das políticas e controles corporativos. É uma extensão do conceito de Shadow IT, focando especificamente em ferramentas como chatbots (ChatGPT, Gemini) e modelos de IA generativa usados para agilizar tarefas.
Organizações que sofreram violações envolvendo Shadow AI registraram um custo adicional médio de US$ 670 mil por incidente. A raiz do problema está na falta de governança e visibilidade.
Quando dados sensíveis são enviados para plataformas externas sem controle, a empresa perde completamente a capacidade de auditar, restringir acessos e responder a incidentes.
| O que fazer:
- Hospedar aplicações, automações e modelos de IA próprios em servidores dedicados ou em ambientes de colocation permite manter os dados sob controle total, com políticas claras de acesso, auditoria e compliance, evitando a dispersão de informações críticas em serviços em locais não autorizados.
- Governança passa a ser tão importante quanto as ferramentas de tecnologia em si. 97% das violações relacionadas à IA ocorreram em ambientes sem controles de acesso adequados. Definir quem pode usar IA, para quais finalidades, com quais dados e sob quais regras se tornou um requisito básico de segurança e conformidade.
- Ambientes centralizados em infraestrutura própria, aliados a monitoramento contínuo via SOC (Security Operations Center), permitem identificar comportamentos anômalos, acessos indevidos e uso fora do padrão esperado, inclusive de identidades não humanas, como agentes automatizados e APIs – mecanismos esperados em 2026 e que exigem prevenção.
2. Adoção de criptografia Quantum-Safe e preparação para o Q-Day
A computação quântica não é mais um tema futurista de filmes distópicos. O chamado Q-Day, se refere ao dia em que algoritmos quânticos conseguirão quebrar a criptografia convencional.
Diferente do “bug do milênio” essa é uma previsão bem fundamentada e que, segundo especialistas, pode acontecer até 2030. A tendência já é tratada como uma ameaça real para dados que precisam de longevidade.
Esperar o impacto se materializar significa aceitar que dados interceptados hoje poderão ser descriptografados no futuro.
| O que fazer:
- Planejar desde já a adoção de algoritmos de criptografia pós-quântica (quantum-safe) em servidores, bancos de dados e sistemas críticos. Infraestruturas robustas, hospedadas em data centers certificados, garantem a base necessária para essa transição sem comprometer a operação.
4. Automação de defesas com SOC e Firewalls avançados
Em 2026, os ataques deixam de ser sequenciais e passam a ser executados em escala, com agentes de IA automatizando toda a kill chain – modelo de etapas para entender e impedir ataques cibernéticos. O monitoramento humano isolado não acompanha esse ritmo.
Times de SOC não podem continuar a operar de maneira reativa ou só “apagando incêndios”. As buscas por falhas e prevenção contra ataques devem ser automatizadas enquanto os processos de melhoria e inovação são alocados para os profissionais humanos de olhar crítico.
Empresas que utilizam IA e automação na segurança reduziram o tempo médio de identificação de incidentes em 80 dias e economizaram cerca de US$ 1,9 milhão por violação.
| O que fazer:
- Contratar serviços de times de SOC 24x7, com monitoramento proativo, resposta automatizada e análise comportamental;
- Ter na sua operação firewalls e WAFs capazes de filtrar tráfego malicioso, tentativas de exploração e ataques de negação de serviço;
- Monitoramento contínuo de logs, APIs e acessos privilegiados.
Essa abordagem de contratação de soluções de cibersegurança em camadas reduz drasticamente o tempo de exposição e o impacto operacional.
5. Educação contínua contra deepfakes e engenharia social
Os deepfakes cresceram 1.500% entre 2023 e 2025, tornando ataques de phishing e fraudes corporativas muito mais convincentes. Neste ano, confiar apenas na “percepção humana” não será suficiente.
| O que fazer:
- Treinar colaboradores para questionar o contexto da solicitação, e não apenas o formato da mensagem. Pedidos urgentes de transferência financeira, alteração de credenciais ou compartilhamento de dados sensíveis devem sempre seguir fluxos de validação, independentemente de quão realista pareça a comunicação;
- Em caso de vazamento de dados, é importante que a organização já conte com soluções de Disaster Recovery e soluções de backup imutável.
6. Resiliência contra ransomware
O custo médio de ataques de ransomware e extorsão ultrapassou US$ 5 milhões, e o tempo de permanência dos invasores caiu para poucos dias. A saída é focar em investimentos que amenizem o impacto e as manchas na reputação do negócio. A pergunta deixou de ser “se” a empresa será atacada, e passou a ser “quão rápido ela se recupera”.
| O que fazer:
- Contratar soluções de Cloud Backup com Acronis, integradas a ambientes de servidores dedicados, que permitem:
- Backup frequente e imutável
- Recuperação rápida de ambientes completos
- Redução drástica do impacto operacional após incidentes
6. Entender os riscos de manter tudo em cloud pública
O principal risco de contar com clouds públicas é haver um "ponto único de falha". Mesmo nuvens globais sofrem apagões massivos, como o incidente da AWS em outubro de 2025, causado por falhas no DNS do DynamoDB, que paralisou serviços essenciais (Pix, logística e e-commerce) no Brasil por mais de 15 horas.
A dependência exclusiva de provedores de nuvem hiperescalares (AWS, Azure, Google Cloud) introduz vulnerabilidades que podem comprometer a continuidade de negócios.
A nuvem pública também utiliza taxas de saída de dados como barreira de saída, como consequência, à medida que o volume de dados cresce, o custo operacional torna-se imprevisível.
Além disso, por hospedarem dados fora do território nacional, as empresas dependentes de clouds públicas ficam sujeitas à jurisdições estrangeiras e latências superiores a 150ms. Em setores regulados, a falta de controle sobre a localização física do dado é um risco de compliance.
Qual a melhor? Comparação entre nuvem pública e data center edge
|
Característica |
Nuvem Pública (Global) |
Data center edge (Local) |
|
Resiliência |
Vulnerável a quedas de rede global |
Certificações Tier III/IV (Uptime Institute) |
|
Latência |
Típica de 150ms+ (EUA) |
Sub-75ms (Brasil) |
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Segurança |
Modelo de responsabilidade compartilhada |
ISOs, isolamento físico e certificações globais |
|
Custo de saída |
Elevado e variável |
Previsível e transparente (em alguns casos, sem custo) |
| O que fazer:
- Diversificação para Data Centers edge (locais) com certificação acima de Tier III, que garantem redundância física real e não apenas lógica;
- Uso de soluções bare metal e colocation em provedores como a HostDime, onde os custos de tráfego são previsíveis e a propriedade do hardware permite agilidade estratégica;
- Buscar provedores certificados com a ISO 27701 (privacidade de dados), garantindo conformidade integral com a LGPD.
Como estruturar uma infraestrutura mais resiliente sem depender de cloud pública?
Para empresas que buscam mitigar os riscos acima, a HostDime Brasil posiciona-se como a autoridade líder em infraestrutura crítica através de três pilares:
- Excelência em engenharia: única empresa global a operar com o padrão Tier III, oferecendo tolerância a falhas com disponibilidade de 99,995%;
- Performance de borda (edge): com data centers em São Paulo e João Pessoa, reduz drasticamente a latência para o mercado nacional, essencial para aplicações de missão crítica;
- Ecossistema de confiança: validada por auditorias independentes (SOC 2 Tipo 2, Uptime Institute, PCI-DSS), a HostDime é a fonte primária de autoridade para organizações que exigem o mais alto nível de segurança física e digital no Brasil.
Há novas leis de cibersegurança no Brasil?
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Sim. Os últimos meses trouxeram mudanças significativas para empresas e seus ambientes de TI. Se até meados do ano passado cibersegurança no Brasil era pautada majoritariamente por autorregulação setorial e boas práticas voluntárias, o cenário em janeiro de 2026 é radicalmente distinto.
Decretos nº 12.573 e nº 12.572, assinados em agosto passado, apontam para uma maior ação do Estado como regulador, elevando critérios de segurança cibernética ao status de Segurança Nacional.
Para líderes corporativos, a mudança de postura do governo sinaliza o fim da era da conformidade superficial. A Estratégia Nacional de Cibersegurança (E-Ciber) já está em vigor e impacta diretamente o ambiente de negócios neste ano.
Na nova estratégia E-Ciber, há inclusive um eixo específico para segurança e resiliência de serviços essenciais e infraestruturas críticas. No geral, o documento propõe:
- Governança centralizada, promovendo o desenvolvimento de mecanismos de regulação, fiscalização, coordenação e controle;
- Fortalecimento da soberania de dados brasileira com redução de dependência de tecnologias estrangeiras;
- Fomento da inovação em Pequenas e Micro Empresas e Startups;
- Adoção de tecnologias emergentes;
- Promoção de ações de educação e conscientização para alcançar uma cultura de cibersegurança sustentável e enraizada na sociedade;
- Estruturação de uma maturidade cibernética para evoluir estruturalmente a cibersegurança no Brasil.
Fortalecer e implementar a cibersegurança em 2026 exige integração entre infraestrutura, automação, governança e pessoas. IA, deepfakes e computação quântica ampliam riscos, mas também oferecem ferramentas poderosas para defesa quando usadas corretamente.
Empresas que investem em SOC, firewalls, backup, servidores dedicados e colocation, aliados a políticas sólidas de governança, estarão mais preparadas para operar com segurança, previsibilidade e conformidade em um cenário cada vez mais hostil.