Veja dicas como proteger sua infraestrutura crítica contra falhas, desastres e ataques cibernéticos que podem levar à perda de dados.
Infraestruturas críticas são sistemas e instalações essenciais para o funcionamento da sociedade, economia e segurança pública. Instituições financeiras, plataformas de saúde, empresas de telecomunicações são alguns dos exemplos que se encaixam nessa definição. Esse termo também se refere a setores indispensáveis para operação, receita, segurança ou compliance de uma empresa.
Ambientes críticos não podem parar e, para isso, dependem de infraestruturas de TI que garantam alta disponibilidade.
Por serem alvos constantes de ameaças cibernéticas, essas organizações também contam – ou deveriam contar – com um plano de contingência de riscos e medidas de prevenção proativas bem definidas.
Como atingir o nível de maturidade em segurança que permita que sua empresa trafegue por 2026 com tranquilidade? A seguir, confira as 5 dicas para proteger infraestruturas críticas de TI em 2026:
1. Trate o ambiente físico como parte da estratégia de cibersegurança
Um erro comum é associar segurança apenas a softwares, firewalls e antivírus. Esses ativos são importantes, mas, na prática, muitas falhas críticas começam no ambiente físico.
Problemas elétricos, falhas de climatização, acesso físico indevido ou manutenção inadequada continuam sendo causas frequentes de indisponibilidade.
Segundo relatório do Uptime Institute, mais de 40% das grandes interrupções em ambientes corporativos estão ligadas a falhas de energia, refrigeração ou erro humano durante intervenções físicas.
Ambientes críticos precisam operar em locais projetados para isso, com energia redundante, controle térmico preciso, monitoramento contínuo e segurança física rigorosa.
Por esse motivo, muitas organizações optam por manter seus equipamentos isolados em estruturas de colocation em data center no Brasil, onde o hardware continua sob controle da empresa, mas fica hospedada em um ambiente crítico profissional, reduzindo drasticamente riscos operacionais sem exigir novos investimentos em infraestrutura predial própria.
2. Elimine pontos únicos de falha com arquiteturas redundantes
Infraestruturas críticas não podem depender de um único servidor, um único link de internet, uma única fonte de energia ou um único ponto de backup. Segurança cibernética é feita de camadas. Qualquer componente sem redundância pode derrubar serviços críticos e representa risco direto à continuidade de negócios.
A ITIC estima que 90% das empresas médias e grandes sofrem, em média, prejuízos superiores a US$ 300 mil por hora de indisponibilidade causados por paradas não programadas (downtime).
Em ambientes críticos, esse valor pode ser ainda maior. Além do prejuízo monetário, impactos na credibilidade, compliance e na confiança de stakeholders podem ser intensificados.
Para esses casos, um bom caminho seria o uso de servidores dedicados para alojar aplicações, sites, sistemas, dados e operações com segurança.
Ideais para sistemas com alto volume de acesso e que não podem sofrer interrupções, o servidor dedicado é uma máquina com recursos de computação, como CPU, RAM e armazenamento, alocados exclusivamente para um único cliente.
A adoção servidores dedicados em data centers profissionais garante isolamento físico, múltiplos caminhos de rede e monitoramento 24x7x365, algo difícil de alcançar em ambientes in-house, compartilhados ou improvisados.
3. Proteja dados críticos com escalabilidade
Em infraestruturas críticas, a perda ou indisponibilidade de dados costuma ser mais grave do que a falha pontual de um sistema. Bancos de dados e aplicações transacionais exigem armazenamento confiável, com baixa latência, alta disponibilidade (HA) e capacidade de operação contínua mesmo diante de falhas.
Para cenários severos, como desastres naturais, falhas de site ou ataques de grande impacto, entram as estratégias de Disaster Recodisastvery (DR). Muitas abordagens de DR utilizam replicação contínua ou periódica de dados para ambientes secundários, alinhadas a objetivos claros de RPO e RTO.
Serviços personalizáveis e com monitoramento proativo permitem que a operação continue eficiente mesmo com crescimento do volume de dados, aumento da complexidade dos sistemas ou expansão do negócio.
Modelos escaláveis com cobrança baseada no uso real ajudam a equilibrar custos, especialmente em operações que exigem previsibilidade financeira.
4. Combine elasticidade da nuvem com governança
Empresas que adotam infraestrutura em nuvem podem reduzir custos operacionais de TI em até 51%, além de ganhar agilidade para responder a picos de demanda ou incidentes.
A segurança em nuvem evoluiu e se tornou aliada na proteção de infraestruturas críticas. Plataformas modernas permitem provisionamento ajustes rápidos de recursos conforme a demanda e eliminação de gargalos físicos comuns em ambientes on-premises.
Essa elasticidade permite escalar aplicações rapidamente sem comprometer a segurança. Serviços como cloud servers, bancos de dados como serviço e data centers virtuais baseados em nuvem híbrida reduzem a complexidade operacional, automatizam tarefas, como backup e manutenção, e diminuem a dependência de processos manuais.
É fundamental combinar essa flexibilidade com controles de acesso, monitoramento, políticas de segurança e gestão adequada de identidades.
Data centers são espaços seguros e arquitetados para manter operações críticas - Imagem: HostDime Brasil
5. Prepare-se com planos reais de backup, DR e mitigação de ataques
A essa altura fica claro que prevenção é a base para operar e escalar com tranquilidade, mas é preciso avaliar se as medidas tomadas pela sua empresa atualmente são suficientes para a sobrevivência diante de um grave incidente.
Backup isolado, por exemplo, não é sinônimo de continuidade. Muitas empresas descobrem isso apenas após um ataque ou falha. Infraestruturas críticas precisam de estratégias completas de cloud backup, Disaster Recovery e proteção contra ataques de negação de serviço (DDoS).
Backups automatizados, armazenados em ambientes seguros, com recursos como imutabilidade e detecção de malware ajudam a reduzir o impacto de ataques de ransomware e aceleram a recuperação. Já planos de Disaster Recovery bem definidos garantem a retomada da operação dentro de métricas de RTO aceitáveis.
Manter infraestruturas críticas em ambientes improvisados transfere riscos técnicos para o negócio. Data centers e serviços de nuvem oferecem camadas de proteção física, lógica e operacional que dificilmente são produzidas internamente com o mesmo custo-benefício seguindo normas rígidas de segurança, auditoria e controle.
Para não passar 2026 “apagando incêndios” no setor de TI do seu negócio, é necessário melhorar a postura de segurança e focar em alocações estratégicas de orçamento.
Empresas que tratam a proteção da infraestrutura como prioridade estratégica conseguem reduzir impactos financeiros, evitar interrupções prolongadas e manter a confiança de clientes e parceiros.
Por fim, proteger ambientes críticos é garantir que o negócio continue operando mesmo quando o inesperado acontece.
Descubra: o que é um data center?

Um data center é um local físico projetado para hospedar servidores: equipamentos de hardware que alojam dados e aplicações críticas de diversas empresas.
O ambiente contém toda a infraestrutura de computação que os sistemas de TI exigem: condições específicas de resfriamento, conectividade, redundância e sistemas de geração de energia para manter todos os dados sempre disponíveis e com baixíssima latência.
No Brasil, a HostDime opera em São Paulo e em João Pessoa, duas regiões estratégicas para atender diferentes zonas de distribuição e requisitos de latência. Na capital paraibana, a empresa mantém um data center próprio, reconhecido pelo alto nível de certificação – o mais certificado da América Latina – e pela aderência a padrões internacionais de segurança e compliance.
Essa estrutura possibilita que empresas hospedem servidores dedicados, utilizem colocation ou consumam serviços de nuvem e recuperação de desastres em um ambiente projetado para cargas de trabalho críticas, com foco em continuidade operacional e proteção da infraestrutura de TI.
Ao optar por um data center profissional, a empresa deixa de tratar a infraestrutura como um problema operacional e passa a utilizá-la como base para crescimento seguro e sustentável, alinhado às exigências de cibersegurança e continuidade de negócios que em 2026 impõe.
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